Furto na Catedral de Santiago de Compostela

Há alguns dias, os responsáveis pelo acervo da mundialmente famosa Catedral de Santiago de Compostela, na Espanha, deram falta de um bem de valor incalculável: o Codex Calixtinus ou Código Calixtino, obra do séc. XII (anos 1100), que é considerado o primeiro guia de viagens do mundo.

O livro, com várias ilustrações – naturalmente pintadas à mão – dá informações sobre o que os viajantes deveriam esperar quando trilhassem o Caminho de Santiago, alertava para alguns perigos, fazia descrição da rota, sugeria algumas hospedarias, lugares de oração, etc. Um verdadeiro guia! Foi batizado em nome do Papa Calixto II, que patrocinou sua confecção. 

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Segundo o periódico El País, o livro era guardado em um cofre em uma sala reservada nas dependências da Catedral, com acesso restrito aos religiosos e estudiosos. Havia câmeras de segurança, mas nenhuma delas apontada especificamente para o cofre onde o livro estava. Aparentemente, este crime foi cometido por profissionais que sabiam o valor inestimável do que estavam subtraindo e provavelmente o destino é algum colecionador. Lamentável.

O Caminho de Santiago, em seu trajeto conhecido como Caminho Francês, com extensão de aproximadamente 800 km, é patrimônio da humanidade e também é PH a cidade de Santiago de Compostela, que já visitei duas vezes, em 1993 e 2005. Neste último ano, fiz, à pé, 210 kilômetros do Caminho, saindo da Cidade de Ponferrada, o suficiente para me garantir o certificado de peregrino. Foi inesquecível e tenho muita vontade de repetir. 

Agora é torcer para que o Codex Calixtinus seja recuperado. Abaixo a foto da bela catedral de Santiago:

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Efeitos do maremoto em Huanchaco

Impossível não pensar que Huanchaco, onde estive há três semanas, poderia sofrer algum efeito do maremoto (se há a palavra portuguesa maremoto, qual a necessidade de utilizar a palavra japonesa  津波-tsunami?) ocorrido no Japão.

Andei lendo os jornais e vi o seguinte (extraído de www.correoperu.pe em 12/03/2011):

Olas de 2 metros se vienen registrando en Huanchaco

12 de Marzo del 2011

 

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LIMA | Con olas que superan los dos metros de altura, el balneario de Huanchaco en Trujillo, viene siendo golpeado por intenso maretazo que ha hecho que el mar se salga unos 20 metros, inundando la vía de acceso al distrito.
Los moradores indicaron que la braveza del mar comenzó en horas de la madrugada, pero continúa hasta el momento, por lo que indicaron sentir mucho temor de que las cosas puedan empeorar.
La Marina de Guerra ha recomendado a los trujillanos que no se acerquen al litoral hasta el próximo lunes para evitar situaciones de riesgo.
Andrés Calmet – Trujillo

 

E pensar que o mundo teria perdido uma revelação do surf se isto tivesse ocorrido há tão-somente três semanas…

Ainda o norte do Peru…

Entrei no site do principal jornal do Peru, El Comercio, e li hoje que realizaram novos descobrimentos arqueológicos no norte do Peru, datados do final do primeiro milênio da Era Cristã, pertencente à civilização Lambayeque, que habitou o litoral norte do Peru mais ou menos entre os Moche e os Chimú, de quem falei bastante quando estava viajando por lá. Os Lambayeque deram o nome à região peruana cuja capital é Chiclayo.

Uma das minhas principais impressões foi, aliás, o fato de que o processo de descoberta dos restos arqueológicos destas civilizações fascinantes está em pleno andamento sendo possível retornar lá a cada ano e encontrar novos lugares a se visitar.

A reportagem segue abaixo (extraída de www.elcomercio.com.pe, em 12/03/2011):

Descubren murales en Palacio de Úcupe en Lambayeque

Se trata de la representación de una serie de gobernantes de la época de apogeo de esta civilización norteña

Sábado 12 de marzo de 2011 – 05:00 pm 3 comentarios

(Foto: Wilfredo Sandoval)

WILFREDO SANDOVAL

Un equipo de investigadores del Museo Tumbas Reales de Sipán descubrió nuevos murales en el Palacio de Úcupe, un recinto sagrado de 1100 años de antigüedad, perteneciente a la cultura Lambayeque. Se trata de la representación de una serie de gobernantes de la época de apogeo de esta civilización norteña.

Los nuevos rostros, posiblemente pertenecientes al dios Naylamp, fundador de la cultura Lambayeque, se suman a otros nueve personajes que fueron descubiertos hace 29 años en el mismo paraje del valle de Zaña por Walter Alva y Susana Meneses.

En esa oportunidad no se pudo desenterrar completamente los murales del templo, debido a la escasez de recursos por lo que se decidió volver a taparlos, con la protección permanente de un guardián.

Walter Alva dijo que se trata de un importante hallazgo que representaría escenas sobre la mítica leyenda de Naylamp y revela detalles inéditos sobre la iconografía y el arte de los Lambayeque.

Por la exquisita policromía, el hallazgo es comparable a las pinturas de la Huaca de La Luna, perteneciente a la cultura Mochica, en La Libertad.

Las pinturas murales se encuentran en regular estado de conservación y pronto serán puestos a disposición del turismo nacional y mundial, además de la construcción de un museo de sitio en el la localidad de Lagunas Mocupe (al sur de Chiclayo) donde se descubrió la tumba del Señor de Úcupe.