Baalbeck–PH n.º 205

Baalbeck (árabe: بعلبك) é o mais conhecido dos sítios turísticos do Líbano. Há séculos atrai visitantes: um deles, o Imperador do Brasil Pedro II, que lá esteve em 1876 em um giro que fez pelo Oriente Médio. Baalbeck guarda algumas das mais impressionantes ruínas romanas do mundo, notáveis por suas grandes proporções e riqueza de detalhes. Foi um lugar construído para impressionar.

Na Antiguidade foi chamado de Heliópolis (greg. Cidade do Sol) por Alexandre, o Grande e antes Baalbeck havia sido local de culto ao deus fenício Baal. Mas foram os romanos que deixaram os magníficos templos que hoje ainda podem ser vistos lá, construídos para a adoração de três importantes deuses romanos: Júpiter, Vênus e Baco.

O sítio arqueológico é enorme e a seu tempo Baalbeck deve ter sido um dos maiores complexos religiosos do Império Romano. O Templo de Júpiter tinha 90 metros de comprimento com altas e elaboradas colunas coríntias, das quais hoje restam 6, majestosamente situadas no ponto mais alto de Baalbeck, onde se situava o templo.

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O Templo de Baco, por sua vez, é incrivelmente preservado, por fora dá a impressão até de que pouco sofreu com o passar dos séculos (foi construído no ano de 150 d.C.), mesmo em uma região de clima extremo, sujeita a terremotos e história de conquistas e guerras.

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Dentro deles, os detalhes nas colunas coríntias são ainda mais nítidos e intrincados e há alusões a Baco, deus do vinho, da colheita e da fertilidade:

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O Templo de Venus está bastante menos conservado (está sob trabalhos de restauração).

No dia em que estive em Baalbeck estavam no fim os trabalhos de preparação para o Festival de Baalbeck que acontece em julho de cada ano (desde que não haja turbulências políticas) e os shows ocorrem dentro do sítio arqueológico, que é iluminado à noite.

No resto do ano, Baalbeck é apenas uma cidade do Vale do Bekaa, com forte presença xiita e é uma das bases do Hezbollah, com fotos de seus líderes, bem como dos aiatolás iranianos por todos os lados. O Irã, inclusive, fez construir uma reluzente mesquita bem próxima do sítio arqueológico.

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Há um museu no local do sítio arqueológico, mas as peças mais interessantes extraídas de Baalbeck estão no Museu Nacional em Beirute.

Próximo de Baalbeck está a pedreira de onde os romanos retiravam as colunas e as pedras necessárias para a construção dos templos. Não se sabe a razão de esta coluna ter sido abandonada quase pronta para ser extraída:

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