Kingstown e o Vulcão La Soufrière; São Vicente e Granadinas

Kingstown é a capital de São Vicente e Granadinas. Do alto de seus 32.000 habitantes, consegue ser tumultuada e ter horários de rush, momentos em que há notáveis congestionamentos nas vias de acesso e de saída da cidade. Não é uma cidade bonita, mas tem alguns lugares onde se pode dar uma olhada.

Todos os guias recomendam a visita ao Jardim Botânico de São Vicente, que é tido como o mais antigo das Américas (1762). Eu sempre gosto de ir a Jardins Botânicos (meus preferidos são o Kew Gardens em Londres; e os jardins botânicos de Cingapura e do Rio de Janeiro, os três são Patrimônio da Humanidade). O de São Vicente é bastante mais modesto, mas ali estão vários exemplares de um papagaio que é o animal-símbolo de SVG pois só existe naquela ilha e tem as cores da bandeira nacional (verde, amarelo e azul).

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Catedral Anglicana (à direita), Catedral Católica (à esquerda) em Kingstown:

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As praias da ilha de São Vicente não são notáveis (a ilha é vulcânica e as praias são poucas e de areia escura). O melhor a se fazer lá é, justamente, ir ao Vulcão La Soufrière, no norte da ilha, que com seus 1.235 metros, é o ponto culminante de SVG.

É possível subi-lo sem maiores problemas, mas é recomendável contratar um guia com motorista, não pela dificuldade ou perigo, mas porque é complicado chegar até a sua base, de onde sai a trilha, próximo da cidade de Georgetown. SVG indicou a UNESCO o vulcão La Soufrière como Tentantiva de Patrimônio da Humanidade.

O vulcão encontra-se ativo (nota-se fumaça em sua cratera), mas desde 1979 está quieto. Mas em 1902 este vulcão entrou em erupção e matou 1.680 pessoas, todas elas índios caraíbas, que haviam sido confinados pelos ingleses justamente nesta remota área de São Vicente. Com isto, os caraíbas (um dos principais grupos étnicos pré-colombianos e que deram nome ao Caribe) foram extintos na ilha de São Vicente. Há hoje apenas um assentamento indígena em todo o Caribe, na ilha de Dominica.

Eu adorei subir o La Soufrière! Na medida em que se sobe o tempo muda drasticamente, quase se sente frio acima dos 1.000 metros. O La Soufrière é o quarto vulcão cujo cume eu alcanço e o segundo ponto culminante de um país que eu atinjo (o primeiro foi o Pico do Fogo, em Cabo Verde). Abaixo, na borda da cratera do vulcão.

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