A herança industrial de Barbados: a história do açúcar e do rum

A história de Barbados tem em comum com a história brasileira seu passado colonial açucareiro com emprego de mão-de-obra escrava vinda da África. A cana foi introduzida em Barbados por judeus que viviam no Brasil Holandês e que, com a retomada do território pelos portugueses, fugiram para outras partes da América como o Caribe e a Nova Inglaterra. Logo Barbados se tornaria uma potência na produção de açúcar.

Em razão disto, Barbados apresentou à UNESCO uma tentativa de Patrimônio da Humanidade na qual pretende inscrever na Lista dos PH lugares representativos do cultivo e manufatura do açúcar e outros produtos da cana-de-açúcar, em especial, o rum.

Fui a dois destes lugares: à Abadia de St. Nicholas e à sede da fábrica de rum Mount Gay.

A Abadia de St. Nicholas fica na Paróquia de St. Andrew e é, a despeito do nome, uma antiga sede de uma fazenda de cana-de-açúcar onde há o cultivo da planta e onde até hoje se fabrica rum. O lugar é lindo com uma bela casa colonial preservada, jardins tropicais, barris de rum e o alambique nas proximidades. É a versão britânico-caribenha da Casa Grande tão familiar a nós brasileiros. A maioria dos turistas vai com excursões à St. Nicholas’s Abbey, mas é perfeitamente possível chegar lá com os ZRs (táxis coletivos). De Bridgetown vai-se até Speightstown (sede da Paróquia de St. Peter) e, dali, um outro ZR em direção a Bathsheba, pedindo ao motorista para parar o mais próximo possível da Abadia (uma caminhada ainda será necessária). Cobra-se a pesada entrada de 20 dólares americanos (ou 40 dólares barbadianos), o que dá direito ao tour e a doses de rum e de rum punch.

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Nos arredores da capital Bridgetown está o Centro de Visitantes da Fábrica de Rum Mount Gay, lugar ideal para conhecer e provar esta bebida que é um dos símbolos de todo o Caribe e ainda hoje largamente consumida nestas ilhas e exportada. Na Mount Gay – fundada em 1703 – pode-se fazer degustação dos vários tipos de rum que são produzidos: desde o rum branco (perfeito para um mojito) até runs envelhecidos em barris de carvalho apreciados puros.

O rum é uma bebida alcoólica destilada produzida a partir da cana-de-açúcar (graduação média de 40º) assim como a cachaça. A diferença básica entre elas reside no fato de que a cachaça é feita a partir da fermentação do suco frio da cana (aquilo que chamamos de garapa), ao passo que o rum provém do melaço da cana (em inglês: molass), isto é, o caldo cozido da cana-de-açúcar.

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O Mount Gay é tido como um dos melhores runs do mundo e em Barbados pode ser adquirido a bom preço. Eu não gosto de rum puro, mas trouxe uma garrafa para tentar fazer alguns drinks à base de rum.

A Tentativa de Patrimônio da Humanidade d’A Herança Cultural de Barbados me pareceu mais interessante e com lugares mais divertidos que o próprio Patrimônio da Humanidade da parte histórica de Bridgetown.

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