Granada–2016

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Se Barbados é até conhecidazinha dos brasileiros – ainda que pelo fato de a cantora Rihanna ser nascida lá –, o mesmo não ocorre com Granada. Em inglês, aliás, o nome do país é Grenada (pron. grinêida) mas o país foi batizado pelos espanhóis em homenagem à fabulosa cidade de Granada, na Andaluzia, de modo que na língua portuguesa retém-se a forma original.

Granada é um país caribenho composto por três ilhas principais, a própria ilha de Granada, além de Carriacou e a Petite Martinique além de várias outras ilhotas. Com exceção da ilha maior, as demais já são consideradas Grenadines, um colar de ilhas que liga Granada à ilha de São Vicente e são algumas das mais bonitas ilhas de todo o Caribe, preferidas por velejadores. As Granadinas, assim, são divididas entre dois países independentes: Granada e São Vicente e Granadinas.

Granada tem por volta de 100.000 habitantes, é de língua inglesa, mas durante sua colonização trocou de mãos entre a Inglaterra e a França por diversas vezes, de modo que além da herança britânica, há inequívocos traços de cultura francesa no país, ao contrário de Barbados, como nomes de lugares e a predominância da religião católica.

Granada também é um Commonwealth Realm.

Após comprar o bilhete para Barbados fiquei em dúvida sobre qual(is) ilha(s ) do Caribe “combinar” para esta viagem. Granada, além de estar próxima de Barbados, tem diversas características que fizeram como que eu a escolhesse: tem uma história interessante por ter sido escolhida nos tempos coloniais para plantação de especiarias (além da cana-de-açúcar,naturalmente), destacando-se a noz-moscada.

Este produto – que eu gosto de usar na cozinha – embora originário da Indonésia, foi largamente produzido em Granada, que chegou a ser o maior produtor mundial. Tão importante foi e é para o país que uma noz moscada está estampada na bandeira granadina.

Granada tem uma história bastante agitada, tendo sofrido vários furacões devastadores (devastaram inclusive as plantações de noz moscada). O último deles, o Furacão Ivan, em 2004, atingiu duramente Granada, causando prejuízo de 1 bilhão de dólares (imaginem o impacto disto para um país de 100 mil habitantes)… Até hoje Granada guarda cicatrizes deste evento.

Além disto, Granada foi invadida, em 1983, por tropas norte-americanas que interviram nos assuntos políticos internos do país no contexto da Guerra Fria. Ao contrário de Barbados, país estável política e institucionalmente, Granada desde sua independência em 1974, passou por revoluções, golpes de Estado e assassinato de primeiros-ministros (a Chefe de Estado é a Rainha Elizabeth II).

Granada aderiu ao sistema monetário do Caribe do Leste: sua moeda é o dólar do Caribe do Leste (também utilizada em 5 outros países independentes e 2 territórios de ultramar britânico). A cotação desta moeda é fixada (pegged) em função do dólar americano. 1 dólar americano = 2,7 dólares do Caribe do Leste. O Banco Central que comanda esta moeda comum fica em Basseterre, em São Cristóvão e Névis, eu lembro de ter visto o seu edifício quando lá estive em jul/2015.

Granada é dividida em 6 paróquias (além das ilhas de Carriacou e Petite Martinique) seguindo o padrão de divisão do país comum a quase todos os outro de língua inglesa no Caribe:

A capital é Saint George’s, considerada uma das mais bonitas capital do Caribe por se situar em uma baía formosa. Granada é uma ilha verdejante e possui diversos atrativos naturais além de suas praias padrão Caribe. A parte mais desenvolvida do país é o seu sudoeste onde estão prais bastante famosas como a Grande Anse. É lá que vou ficar.

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