Barbados–2016

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Desde que a companhia aérea Gol lançou este vôo direto de São Paulo para Bridgetown (capital de Barbados) em 2011, eu tinha dois sentimentos: o de satisfação por poder chegar em um vôo direto e com empresa nacional a uma das melhores ilhas do Caribe e o receio de que este vôo fosse extinto, o que já aconteceu com diversos outros destinos internacionais.

Pois bem, cinco anos depois resolvi aproveitar uma promoção e vou passar estas férias – que coincidem com meu aniversário – em Barbados (e em dois outros países do Caribe).

Barbados é um país independente desde 1966, quando se separou do Reino Unido. O tridente que está estampado em sua bandeira e que está “quebrado” é o símbolo desta ruptura (lembrando-se que o Império Britânico no séc. XIX era a principal potência marítima e o tridente é o símbolo de Netuno, o rei dos mares). Durante a época colonial (que se estendeu por mais de 300 anos e foi exclusivamente britânica, ao contrário da maioria dos outro países do Caribe)  o símbolo nacional de Barbados foi este:

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Portanto, natural que com a ruptura jurídico-política, este tridente fosse “quebrado”.

A ruptura dos laços de Barbados com a Grã-Bretanha, porém, está longe de ser radical: o país continua membro da Comunidade Britânica (Commonwealth) e é um dos 16 Commonwealth Realms, retendo o monarca britânico como Chefe (simbólico) de Estado.

Barbados é bastante povoada para suas modestas dimensões: tem 300.000 habitantes que se espremem em 439 km² – o que lhe torna o 15.º país com maior densidade populacional no mundo. Mais de 92% dos habitantes são descendentes de africanos trazidos pelos britânicos para plantações de cana-de-açúcar no período colonial. Barbados, aliás, foi um dos principais “concorrentes” do Brasil colônia na época açucareira.

Ao contrário da maioria dos outros países, a ilha de Barbados não está naquele “arco” de ilhas que formam as Pequenas Antilhas e, tecnicamente, estaria até “fora” do Mar do Caribe. O país também tem por peculiaridade estar situado em uma única ilha, sem ilhotas ao redor. É a mais oriental das ilhas do Caribe.

Barbados é um sucesso: tem indicadores sociais muito acima da média do continente americado, possui uma sólida democracia desde sua independência, sem rupturas políticas e golpes de Estado. De acordo com o índice criado pela International Transparency, Barbados é o segundo país menos corrupto das Américas, atrás apenas do Canadá.

Barbados tem uma moeda própria – isto é, ao contrário das demais pequenas antilhas de língua inglesa não utiliza o Dólar do Caribe do Leste. Usa o Dólar de Barbados, com cotação fixa em relação ao USD, de modo que 1 dólar americano = 2 dólares de Barbados desde 1975.

É talvez a mais “britânica” de todas as ilhas do Caribe por suas instituições estritamente espelhadas no modelo inglês de Westminster e por vários hábitos de suas habitantes, como a predileção pelo críquete e isto se explica pela ausência de interferência de outros países como a França, a Holanda ou a Espanha durante todo o período colonial.

De qualquer forma, segundo li, o país não nega também suas raízes africanas e sua realidade caribenha, de modo que deve ser um destino realmente interessante para se visitar.

É dividido em 11 paróquias (parishes), algo comum no Caribe, sendo que cada região do país corresponde à antiga divisão feita pela Igreja Anglicana de suas paróquias dos tempos coloniais.

A capital Bridgetown fica na Paróquia de St. Michael, mas a área mais turística do país é a paróquia de Christ Church, onde vou ficar hospedado.

Barbados oferece ao turista aquelas praias de sonho às quais facilmente se acostuma no Caribe e também algumas atrações históricas, como a própria capital e sedes de fazendas coloniais no interior, além de vestígios do passado açucareiro – ainda se planta cana-de-açúcar em Barbados. Um produto da cana que faz Barbados ser famosa é o rum e em Barbados são produzidos alguns dos melhores runs do mundo, como o da marca Mount Gay, mundialmente famoso.

Há um Patrimônio da Humanidade – a parte histórica de Bridgetown – e há duas Tentativas de PH, uma delas justamente visando relembrar a herança industrial de Barbados colônia. Comento sobre isto depois.

2 respostas para “Barbados–2016”

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