São Vicente e Granadinas–2016

O terceiro e último país a ser visitado nesta viagem de abr/2016 é o quase desconhecido São Vicente e Granadinas (SVG), que fica no “arco” de ilhas das Pequenas Antilhas entre Granada e Santa Lúcia.

SVG tem por volta de 110.000 habitantes e sua capital é a cidade de Kingstown, que fica na ilha de São Vicente. Abaixo dela, espalham-se as Granadinas, ilhas com grande potencial turístico e um deleite para velejadores.

SVG recebe proporcionalmente menos visitantes que seus vizinhos e isto se deve ao fato de que não possui, ainda, um aeroporto com capacidade para receber aeronaves maiores, inviabilizando voos de longa distância. Para chegar a SVG o visitante quase sempre deve primeiro alcançar Barbados ou Granada e só então chegar ao país, via marítima (há conexões fáceis a partir de Granada) ou em voos regionais. Está sendo construído um aeroporto que irá resolver este problema de SVG, então a hora de visitar o país é, de fato, agora, antes que seja inundado de turistas como ocorre na maioria das outras ilhas caribenhas.

Mapa de São Vicente e Granadinas

O grande chamariz de SVG são as Granadinas. Eu alcancei o país via marítima, saindo da ilha granadina de Carriacou e chegando à ilha vicentina de Union Island. Ali é a base para a visita dos maravilhosos Tobago Cays. Há um intenso movimento de barcos e ferries que conectam as Granadinas e também Kingstown.

SVG em quase todos aspectos segue o padrão caribenho de língua inglesa: integra a Comunidade Britânica e é um dos Commonwealth Realms. Sua população é basicamente composta de descendentes de africanos, embora haja uma significativa minoria de origem portuguesa (Ilha da Madeira). O Primeiro-Ministro do país, Ralph Gonsalves, faz parte desta minoria étnica (é PM desde 2001) e também há indianos no país (6%).

Ao contrário do que se pode imaginar, a ligação entre as diversas ilhas do Caribe não é muito fácil: os ferries não ligam todos os países, bem ao contrário, apenas alguns podem ser visitados via marítima (exceto, claro, a bordo de um cruzeiro), como é o caso de Santa Lúcia-Martinica-Dominica-Guadalupe e São Martinho-São Bartolomeu-Anguilla. A ligação marítima entre Granada e SVG é outra destas exceções e isto me atraiu porque acho muito mais legal o transporte marítimo que o aéreo no contexto do Caribe, sem descuidar do fato de que os voos no Caribe são caros (raramente consegue-se voar entre uma ilha e outra por menos de 150 dólares).

SVG não tem Patrimônios da Humanidade mas tenta, junto com Granada, inscrever as Granadinas, arquipélago que os dois países dividem (a maior parte ficou para SVG). Há atrações na ilha de São Vicente, como o vulcão Sufrière, mas nada atrai mais que as maravilhosas praias de SVG.

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