Brasília–jul/2013–1.ª parte

Para comemorar o aniversário do meu pai, eu e minha família resolvemos visitar Brasília, cidade que ele não conhecia. Eu já fui muitas vezes à capital do Brasil, mas posso considerar que esta foi a primeira vez que fui para lá apenas com fins turísticos.

Para a UNESCO, a criação de Brasília é um marco na história do urbanismo mundial, tratando-se da aplicação em larga e impressionante escala, dos princípios do urbanismo (traçados pelo urbanista suíço-francês Le Corbusier ainda na década de 1940), a cargo de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. 

Brasília é Patrimônio da Humanidade desde 1987. Diz-se que muitas foram as profecias a respeito da construção de uma grande cidade no interior do Brasil – até o séc. XX muito pouco ocupado ainda. A própria Constituição Federal de 1946 dispunha, no art. 4.º do Ato das Disposições Constituicionais Transitórias que: “A Capital da União será transferida para o planalto central do Pais”. A ideia, como se sabe, era “integrar” o Brasil deslocando o eixo político do país do litoral para o centro. Coube ao Presidente Juscelino Kubitschek a iniciativa de tirar isto do papel.

Em 1956, Kubitschek nomeou uma comissão para escolher a localização exata da futura capital do país e a dupla Niemeyer – Costa (que já tinha mostrado seu potencial na construção de prédios ícones como o Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro) venceu a competição para a condução dos trabalhos.

Le Corbusier foi consultado com relação aos projetos apresentados. Para ele, um dos mais importantes urbanistas e arquitetos do séc. XX, a cidade ideal era o contrário das ruelas estreitas da Europa e deveria ser estabelecida em amplos espaços, com largas avenidas e com a separação dos variados setores da cidade (como setores comerciais, bancários, de entretenimento, etc). Tudo isto foi levado à risca em Brasília, mas de forma adaptada à realidade brasileira conforme os rabiscos de Niemeyer.

Os pontos turísticos em Brasília são vários. Começamos pelo Memorial JK inaugurado em 1981 e local onde está enterrado o Presidente fundador da cidade. Foram recriados lá alguns ambientes familiares a JK como a sua biblioteca e há muitos objetos pessoais e ligados ao período de sua presidência.

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O lugar que eu ainda não conhecia em Brasília e que mais me surpreendeu foi o Santuário Dom Bosco, com vitrais azuis do chão ao teto em todas as faces da igreja (com 12 tonalidades de azul) e com um único pendente em seu interior (a única fonte de luz) majestoso com 7.400 peças em vidro de Murano e 3 toneladas de peso. O Santuário Dom Bosco é absolutamente arrebatador e concorre com a própria Catedral de Brasília em beleza.

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Esta foi feita à noite:

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Do alto da Torre de TV é possível ter uma espetacular vista do Eixo Monumental e da Esplanada dos Ministérios, tendo o Congresso Nacional ao fundo:

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O Congresso Nacional, aliás, é muito interessante também por dentro e há frequentes passeios guiados que permitem ver os plenários da Câmara e do Senado (azul), além das muitas obras de arte lá expostas:

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Na Praça dos Três Poderes (que fica “atrás” do Congresso Nacional para quem olha a partir da Esplanada dos Ministérios) estão as sedes dos outros dois poderes: o Palácio do Planalto e o prédio do Supremo Tribunal Federal. Está lá, ainda um memorial ao Presidente Tancredo Neves.

Há muitos horários de passeios guiados pelo STF (embora não tenhamos apreciado o nosso, porque a guia era terrivelmente despreparada), mas o acesso ao Palácio do Planalto é mais restrito. Pelo que consta, apenas em um dia da semana as visitas são permitidas. Abaixo, o Plenário do STF:

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