Cidade de Goiás – PH n.° 73

Bom, mãos-à-obra…

Vou relatar a visita que fiz nos dia 5 e 6 de fevereiro/11 à cidade de Goiás, também conhecida como Goiás Velho. Foi o meu PH n. 73.

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Goiás foi acrescentada à Lista da UNESCO em 2001 como Patrimônio Cultural. Ela representa o processo de povoamento do interior do Brasil no contexto dos bandeirantes paulistas que ali descobriram ouro no século XVIII. A cidade foi fundada por Bartolomeu Bueno da Silva, filho do famoso Anhangüera no local onde viviam os índios Goiá, daí o nome.  O nome original foi Vila Boa de Goiás. O ouro se exauriu rapidamente e antes do fim do século XVIII Goiás já teria entrado em decadência que, de certa forma, ajudou a preservar o casario colonial e que motivou o reconhecimento pela UNESCO. Na década de 1930 Goiás perdeu a condição de capital do Estado, transferida para a planejada cidade de Goiânia. Elas ficam a uma distância de 130 km.

Um dos principais pontos turísticos da cidade é a Casa de Cora Coralina que fica bem na ponte madeira sobre o Rio Vermelho, que divide a cidade. O Museu é muito bem preservado e os guias são bons. Aliás, fiquei impressionado com o profissionalismo dos guias turísticos de Goiás, algo notável no contexto do Brasil onde esta atividade normalmente é mal executada.

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As fotos internas são proibidas, mas é uma casa típica de meados do século XX  e muitas coisas como os caixotões de madeira, o fogão de lenha e o quintal me fizeram lembrar da minha bisavó, a Nonna.

Nas paredes da casa estão os versos de Cora Coralina, todos refletindo a alma simples daquela senhora que começou a publicar seus livros aos 75 anos de idade. Ela faleceu aos 95 anos, em 1985. Eu me lembro quando ela morreu. Quando o museu está aberto, colocam uma boneca lá lembrando como Cora Coralina ficava assistindo o burburinho de sua cidade a partir da janela de sua casa.

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Outra coisa que gostei foi a culinária goiana, que, para mim, era completamente desconhecida.

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Este aí é o empadão goiano, uma espécie de “empanada” como há no Chile e Argentina, com frango, linguiça, guariroba, queijo, azeitona.. ufa…

Também adorei o arroz-de-pequi, uma combinação fantástica. Há que se ter o máximo cuidado, porém, com os frutos do pequi que são colocados no prato porque dentro há espinhos pequenos e terríveis que grudam na língua e causam muita dor. Eu, apesar do máximo cuidado em apenas deslizar os dentes levemente sobre os frutos, acabei ficando com uns espinhozinhos na língua…

O casario colonial é, como já disse, muito bem preservado e há uns museus que merecem visita.

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Fiquei em um hotel razoável mas, talvez como poucos no mundo, tem uma varanda deliciosa com vista frontal para a principal atração da cidade.

Goiás é uma cidade simples. Não tem a opulência de Ouro Preto (que também é PH), mas passar um fim-de-semana lá é muito agradável, especialmente para relaxar, porque tranquilidade é o que não falta.

Ainda há, nas redondezas da cidade, várias cachoeiras e praias de rio, perfeitas para um domingo de sol e calor. Foi o que fiz.

7 respostas para “Cidade de Goiás – PH n.° 73”

  1. Parabéns pelo blog, amigo! A propósito, tenho que elogiar sua coragem. O mero risco de me espetar com algum espinho fez com que tratasse o pequi com tanta cautela quando fui a Goiânia que mal senti o sabor… Rsss… Mas o espinho certamente deixa a experiência com o pequi inesquecível. Eheh. Pelo que você narrou a cidade não deixa de ter aquele ar familiar de interior. Não pude deixar de lembrar da minha avó também quando falou de caixotões de madeira e do fogão de lenha. O blog tem algum sistema de cadastro, daqueles que mandam um e-mail informando sobre posts novos? Se não tiver fica a sugestão. Grande abraço!

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