Brasília – ago/93, 2000, 2002 e 2004

O Plano Piloto de Brasília é patrimônio cultural da humanidade desde 1987. Segundo o que a UNESCO diz em seu site “é um marco na história do planejamento urbano” e excepcional exemplo de emprego dos princípios arquitetônicos do século XX  – expressados por Le Corbusier – em escala de capital de um país. A UNESCO cita como o outro exemplo a cidade planejada para ser capital estadual Chandigarh, na Índia.

Esta idéia de construir do nada uma capital – tema que o Brasil discutiu à exaustão – também ocorreu em outros países como a Austrália, que construiu Canberra como solução salomônica para a disputa entre Sydney e Melbourne; a Costa do Marfim, que também levou sua capital para o interior, passando de Abidjan para Yamassoukro (onde foi construída uma réplica perfeita da Basílica de São Pedro, algo realmente notável).

Eu nunca fui a Brasília como turista. Engraçado constatar isso, mas é verdade. Na primeira vez, em agosto de 1993, fui para encontrar-me com os demais integrantes da delegação brasileira da Ruta Quetzal e propriamente não visitamos nada, apenas fizemos um necessário percurso no Setor de Embaixadas para colher vistos da Guatemala, Honduras, México, etc. Daquela época guardo lembrança de um coquetel que foi oferecido na Embaixada da Espanha, país que, afinal de contas, estava assumindo a responsabilidade de levar todos aqueles adolescentes para a fantástica expedição.

A segunda vez foi em 2000. Eu havia acabado de passar no concurso para Procurador Autárquico do INSS e a segunda fase do concurso era lá. Foram 15 dias em janeiro, de muito estudo e apreensão porque ainda era candidato. Ao final, tudo deu certo e acabei passando no concurso em cujo cargo fiquei por um bom tempo.

Em 2002,voltei quando estava cursando o Mestrado e precisava colher material de pesquisa nos Ministérios da Previdência Social, das Relações Exteriores e na excelente biblioteca do Senado, para escrever minha dissertação de mestrado cujo título é “Acordos Internacionais em Matéria de Seguridade Social”. Eu morava em Ribeirão Preto e fui de ônibus já que as duas cidades não ficam tão longe assim.

A última vez, em 2004, foi em uma caravana saída de Vitória composta da comissão de greve da AGU – estávamos em greve e fomos em um ônibus fretado pressionar o governo federal para atender nossas reivindicações. Lá nos encontramos com caravanas do Brasil todo e fizemos uma marcha pela Esplanada dos Ministérios, indo também à Câmara dos Deputados e ao STF.

Enfim, minha história com Brasília é divertida. Entre um compromisso e outro aproveitei para visitar os pontos turísticos que a tornam um PH, como a Catedral e sua singular arquitetura, a Esplanada dos Ministérios, a Praça dos Três Poderes – Palácio do Planalto, Congresso e STF. O prédio do Itamaraty também vi por fora.

Claro, Brasília merece ser visitada novamente. Desta vez com espírito turístico, tanto para rever, sob esta ótica, os lugares já visitados quanto para visitar os vários outros pontos que, nestas correrias, ficaram para trás.

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