Ilhas Atlânticas Brasileiras: Fernando de Noronha e Atol das Rocas – PH n.º 124–1.ª parte

A foto do cabeçalho do blog é da Baía dos Porcos, em Fernando de Noronha, um trechinho curto de areia que quase desaparece na maré alta.

Fernando de Noronha é um sonho de consumo da maioria dos brasileiros e alguém já o apelidou, talvez com exagero, de “o Havaí do Brasil”. Fernando de Noronha é um arquipélago, composto de 21 ilhas com área total de 26 km². A ilha principal, que dá o nome ao arquipélago, engloba 90% da superfície que é de origem vulcânica (não coralina).

FN fica a 360 km de Natal e 545 km de Recife. Embora mais próximo do RN, integra o Estado de Pernambuco desde a extinção do território federal em 1988. Hoje, aliás, é um território estadual, ou seja, não integra nenhum município.

O Atlântico Sul tem poucas ilhas e o território insular (excluindo-se ilhas costeiras) é dominado por dois países: Brasil e Grã-Bretanha. O Brasil tem FN, o Atol das Rocas, a Ilha de Trindade e os Rochedos de São Pedro e São Paulo. O resto é inglês: as Falklands (Malvinas para os argentinos), Santa Helena e Tristão da Cunha, além das ilhas Sandwich do Sul e Geórgia do Sul (estas últimas desabitadas e também reivindicadas pela Argentina).

Então, embora FN seja minúsculo, não é uma porção de terra negligenciável em um oceano quase desprovido de ilhas oceânicas. Isto foi ressaltado pela UNESCO quando da inscrição em 2001 já que ali está a Mata Altântica Insular, atualmente protegida pelo Parque Nacional que abrange uma boa porção da ilha principal.

Mas todo mundo quer ir para FN porque as praias lá são as mais bonitas do Brasil (inquestionavelmente) e porque lá está um dos melhores pontos para mergulho autônomo (ou mesmo com snorkell) no mundo – e sem neoprene porque a água está sempre agradavelmente acima dos 25ºC.

Os vôos para lá são caros, a acomodação é cara (embora fora da temporada possa-se encontrar alguma promoção), a comida tem preços de São Paulo (ou seja, cara), mas é um destino que não dá para ignorar, mesmo quem já foi ao Caribe.

Vamos às praias. Para começar, a praia mais bonita do Brasil: a do Sancho. A vista que se tem de cima em um dia de sol forte é esta:

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Notem que, em pleno domingo, com exceção de um barco ou dois, praticamente a praia estava vazia. A areia é dourada (e não branco-talco como nas ilhas coralinas do Caribe). Ali basta um snorkell para ver bastante fauna marinha.

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A praia ou baía do Sancho é alcançada com barco ou descendo por uma escada cravada na rocha – esta descida não é exatamente fácil.

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A beleza de FN é tão estonteante que o título de Patrimônio da Humanidade não acrescentou apelo turístico ao lugar. A bem da verdade, em apenas um lugar vi uma menção a este fato.

Há muito mais a falar sobre Fernando de Noronha. Continuo nos próximos posts.

4 respostas para “Ilhas Atlânticas Brasileiras: Fernando de Noronha e Atol das Rocas – PH n.º 124–1.ª parte”

  1. Você falou que Fernando de Noronha não é município, mas é uma território estadual (não seria federal?). E as demais ilhas brasileiras o que são? A quem pertencem e o que são administrativamente?

    1. Paulo, Fernando de Noronha é um território estadual conforme definido na Constituição do Estado de Pernambuco. Não é município, nem território federal (deixou de sê-lo em 1988). Quanto às demais ilhas não costeiras, também chamadas “oceânicas”, pertencem à União por força do art. 20, IV, da Constituição Federal. Normalmente, são administradas pela Marinha e/ou IBAMA/ICMBio.

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