Parque Nacional do Iguaçu – jul/09

Fui a Foz do Iguaçu apenas em 2009, aproveitando um fim-de-semana prolongado pelo feriado estadual de 9 de julho. Para mim, o Parque Nacional do Iguaçu é a principal atração turística de todo o Brasil.

Foz fica a pouco mais de uma hora de vôo de SP e pode ser facilmente visitada. Ali está a mais densamente povoada fronteira tríplice do Brasil, que envolve a província argentina de Misiones, onde está Puerto Iguazú e o departamento paraguaio de Alto Paraná, cuja capital é Ciudad del Este.

Saindo da cidade de Foz do Iguaçu – onde não há propriamente nada a se visitar – passando pela Avenida das Cataratas, chega-se ao parque brasileiro, de onde se têm as melhores vistas das cataratas – a maior parte fica na Argentina.

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O parque brasileiro tem excelente estrutura, com micro-ônibus que levam os turistas até o local onde se vai caminhando e apreciando as inúmeras quedas d’água do Rio Iguaçu. Já de longe se escuta o barulho das águas. Inesquecível.

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Após esta caminhada pelas passarelas, chega-se ao mirante brasileiro da Garganta do Diabo,  a mais espetacular queda de todo o parque. Como fui em temporada seca, o volume de águas estava baixo – vale a pena voltar na estação chuvosa, quando, dizem, o parque fica ainda mais bonito.

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Do lado brasileiro, há uma passarela que adentra o rio e pode-se chegar bem próximo à Garganta do Diabo visualizando de baixo (na parte argentina, a visualização é de cima).

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Alugar um carro em Foz do Iguaçu é o que de melhor um turista pode fazer. Com o carro, cruza-se tranquilamente a Ponte Tancredo Neves e adentra-se na Argentina. O parque argentino também é sensacional e lá tem-se um contato mais próximo com as quedas d’água. É impossível, IMPOSSÍVEL, ficar seco e capas de chuva adiantam muito pouco. No dia que visitei, mesmo não sendo época, choveu.

São vários os passeios dentro do parque argentino. O primeiro que fiz foi o da passarela da garganta do Diabo. Olhem como se chega perto:

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E olhando para baixo, é isso aí:

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Nenhuma foto consegue exprimir a força, o ruído e o impacto que se têm estando ao lado da garganta do Diabo.

Ainda há os caminhos superior e inferior para apreciar as quedas no lado argentino, bem como a visita à ilha de San Martín, de onde se têm excelentes vistas e o passeio de bote para tomar uma ducha nas cataratas – este passeio é emocionante, mas não isento de riscos. Li há poucos dias que um casal de turistas morreu afogado após o bote bater em umas pedras.

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No dia seguinte, com o carro alugado, fui até as Ruínas Jesuíticas dos Guaranis em San Ignacio Miní, no interior da província de Misiones (mais de 250 km de Foz), que é patrimônio da Humanidade junto com São Miguel das Missões. Este passeio requer certo planejamento e no meu caso deu tudo certo, inclusive com um céu azul que faltou no dia anterior.

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A história dos Jesuítas nesta região da América do Sul é interessantíssima e deu origem ao filme A Missão, com Robert De Niro – recomendo. A proposta jesuíta era catequisar os guaranis e mantê-los protegidos das coroas espanhola e portuguesa que visavam utilizá-los como mão-de-obra escrava. Por isto, os jesuítas construíram as “reduções”, que eram cidades – algumas enormes – nas quais os indígenas eram cristianizados, plantavam, desenvolviam trabalhos manuais e viviam, enfim, aos milhares. Com a expulsão dos jesuítas tanto das terras portuguesas (ordenada pelo Marquês de Pombal), quanto das espanholas, todo este trabalho não teve continuidade e muitos índios acabaram sendo capturados.

Ainda vou falar muito sobre este tema, inclusive porque além da parte brasileira deste PH (que não visitei ainda no Rio Grande do Sul), há dois outros patrimônios relativos ao tema, um no Paraguai e outro na Bolívia.

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Por fim, nesta viagem, que foi sensacional, atravessei a pé a Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este – momentos de tensão – e entrei em contato com o comércio de fronteira existente naquela cidade paraguaia. Não há fotos, porque não levei a máquina por razões de segurança. Importante dizer que o Paraguai tem muita coisa interessante e estou planejando uma ida para lá, talvez este ano ainda.

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