Cajuína

Uma pausa nos posts sobre o Parque Nacional da Serra da Capivara para falar de uma coisa que eu gostei muito no Piauí: a cajuína.

Não é alcoólica, nem gaseificada, nem é adocicada pelo acréscimo de açúcares ou adoçantes. Mas também não é (só) um suco de caju. É um líquido cor âmbar, doce apenas pelo açúcar da fruta e com um forte “retrogosto”, digamos assim, de caju.

Nada que lembre os taninos (aquilo que “amarra” a boca) tão abundantes no caju, porque no processo de fabricação da cajuína eles são eliminados. Este processo inclui o acréscimo de gelatina, uma etapa de clarificação e até um cozimento em banho-maria.

É muito bom. Tem poucas calorias e muita vitamina C. Tomei litros e litros porque é a melhor forma possível de se manter hidratado no calor intenso do Piauí. 

A origem da cajuína é controversa. Alguns defendem que os índios já produziam-na, mas prevalece a versão de que o farmacêutico Rodolfo Teófilo criou-a no início do séc. XX com o objetivo de oferecer uma alternativa saudável e nutritiva ao consumo de álcool. Comigo funcionou, viu…

Apesar de já ter ouvido falar que o Piauí era a “terra da cajuína”, eu não sabia o que era isto até ir até lá. A distribuição de cajuína fora deste Estado é muito limitada. Vou sentir saudades em São Paulo.

3 respostas para “Cajuína”

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