Cidade de Luxemburgo, quarteirões históricos e fortificações – PH n.º 105 – 2.ª parte

1.ª parte

No TripAdvisor (o melhor site de troca de informações de viajantes) comenta-se muito sobre o walking tour (passeio guiado à pé) promovido pelo Órgão de Turismo da Cidade de Luxemburgo. Eu tomei este tour e, realmente, ele vale muito a pena porque em 2 horas percorre-se o centro histórico da Cidade de Luxemburgo e também visitam-se os vestígios da antiga fortificação que lá existia. É um roteiro que cobre o Patrimônio da Humanidade reconhecido pela UNESCO – o único em Luxemburgo, aliás.

Começa-se na Place Guillaume II, palco, apenas doze horas antes, dos festejos de Ano Novo (e dos quais não havia nem sinal). Nesta praça está a Prefeitura da Cidade e aqui situam-se alguns bons restaurantes.

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Do prédio da Prefeitura já se visualizam as torres da Catedral de Luxemburgo, que lembram duas lanças furando o ar. A Catedral de Notre Dame foi construída em estilo neogótico e no seu interior está a imagem da Virgem Consolatrix Afflictorum (ou Consoladora dos Aflitos) padroeira do país: 90% dos luxemburgueses são católicos.

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Um pouco abaixo, a Place de la Constitution, a partir de onde se tem belíssima vista do vale cavado pelo Rio Alzette, assim como um obelisco em granito comemorativo dos soldados luxemburgueses que lutaram na I Guerra Mundial. No seu topo está a Gëlle Fra, uma estátua dourada muito querida no país pelo que me disseram.

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Circulando pela parte antiga da Cidade de Luxemburgo, visita-se, por fora, o Palácio Grão-Ducal, residência oficial do Grão-Duque Henri. A seu lado, o pequeno Parlamento deste país de meio milhão de habitantes.  

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As vielas são todas muito bonitas e bem cuidadas. É um grande prazer circular pelo centro antigo da capital de Luxemburgo. O lema do país é o que está escrito nesta parede: Mir wölle bleiwe wat mir sin (Em luxemburguês: Nós desejamos permanecer como somos). Convenhamos que este lema é muito mais profundo e sincero que o da maioria dos outros países.

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A partir de uma íngreme descida é possível ver o Rocher du Bock, fortificado durante séculos (até o final do séc. XIX) e as escavações de galerias que serviam para fins militares e que foram aproveitadas pela população luxemburguesa para se refugiar nas guerras mundiais. Durante o verão é possível entrar nestas galerias.

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A parte baixa da cidade proporciona belas vistas, embora o tempo não tenha colaborado comigo nem com as minhas fotos.

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A Cidade de Luxemburgo é muito charmosa, cheia de história e sua irregular geografia permite a existência de vários pontos de observação. Não há melhor meio de conhecê-la que à pé e, de preferência, com este passeio guiado.

Deixo uma dica: hospedem-se no Carlton Hotel em Luxemburgo. O hotel tem preços competitivos (considerando que Luxemburgo é um dos países mais caros do mundo), os quartos são ótimos, o serviço é excelente e o proprietário é um italiano simpaticíssimo e sempre pronto a ajudar – inclusive na hipótese de uma inflamação de garganta como a que me acometeu. Boa parte dos funcionários é portuguesa (os imigrantes portugueses são quase 1/5 da população residente no país). Eu me senti em casa no Carlton Hotel, que, ainda, tem a grande vantagem de estar a poucos passos da estação de trens, mas sem aquele “clima” ruim que normalmente há nas proximidades de estações ferroviárias ou rodoviárias.

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