Sankt Gallen e a volta

No último dia desta viagem à Europa, saí cedo de Berna e pretendia pegar um trem direto para St. Gallen, onde há uma abadia carolíngia que eu queria muito conhecer.

Após alguma dificuldade para trocar uma nota de 100 francos suíços, o que me fez perder o trem direto para St. Gallen, lá cheguei.

St. Gallen (a tradução em português seria São Galo) é a capital de um cantão com mesmo nome e fica a uma hora mais ou menos de Zurique. Também é de língua alemã e fica no nordeste da Suíça, já próximo da Áustria e de Liechtenstein. Se eu tivesse algum tempinho mais, iria esticar a Liechtenstein, cuja principal atração é, só e justamente, ser um país pequenino, não tem nada de muito interessante lá.

Em St. Gallen está uma fenomenal sala barroca – Patrimônios da Humanidade –que abriga na forma de biblioteca milhares de livros e objetos ligados à devoção a S. Galo, um importante abade que viveu entre no séc. VI e o séc. VII nesta parte da Suíça. Há dezenas de livros anteriores ao ano 1000 d.C. O acervo da antiga abadia é um tesouro, verdadeiramente.

O final dos anos 500 e o início dos 600 é um dos períodos em que menos se sabe o que aconteceu na Europa. Na história mundial, este período coincide com o surgimento do Islã, por isto S. Galo é contemporâneo do Profeta Maomé.

Além da sala barroca, é patrimônio da humanidade a catedral anexa, cujo estilo é o barroco – um contraste com as várias catedrais góticas que visitei antes.

A temperatura em St. Gallen girava em torno de – 3ºC, havia muita neve e gelo nas ruas – um perigo escorregar. Ainda bem que só fez frio insuportável no último dia!

Na foto abaixo, a fachada da catedral de St. Gallen e eu, tentando fazer uma foto de mim mesmo e prestes a congelar:

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Voltei de St. Gallen para o Aeroporto de Zurique quando começou uma nevasca pesada. De Zurique para Frankfurt e de lá para São Paulo.

O fundamental para eu visitar tantos lugares (16 Patrimônios da Humanidade em 5 países) em pouco menos de duas semanas foi o avançado sistema ferroviário da Europa. Como é lamentável que o Brasil não tenha investido em trens, eles são o meio de transporte mais adequado para pequenas e médias distâncias. É incompreensível e inadmissível que não haja trens ligando São Paulo a Campinas, a Santos ou a Ribeirão Preto – e pior é constatar que já houve.

Um conhecimento básico de francês também ajudou, especialmente fora dos locais ultraturísticos, como no interior da Bélgica, em Nancy ou mesmo na Suíça.

Eu gostei de ter feito esta escapada para encerrar o ano de 2011 e começar 2012 já tendo visto tanta coisa bonita. Não nego que o inverno castiga um pouco o viajante, o ideal é mesmo ir à Europa em abril/maio ou setembro/outubro. A vantagem desta época, segundo o que notei, é que os hotéis estão bem mais desocupados que o normal e oferecem bons descontos.

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