Berna, a capital suíça

Hoje fez o pior clima da viagem: choveu o dia todo, frio e muito vento – até quebrou meu guarda-chuva. Apesar disto, eu gostei bastante de Berna, cidade que não é uma unanimidade entre os viajantes.

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O centro histórico praticamente se estende ao longo de uma rua, onde passam bondes, ônibus, carros, gente, etc. Não é o mais calmo dos lugares. Mas a cidade conseguiu se modernizar sem perder o caráter antigo, que se revela nas várias fontes, arcadas e vielas. As fontes, em especial, chamam a atenção, pois há muitas mesmo espalhadas pela cidade.

O passeio incluiu uma visita à catedral protestante Münster; uma parada no relógio astronômico Zytglogge; ao Centro Paul Klee – um pintor modernista suíço –; ao Museu Einstein – Albert Einstein viveu em Berna durante um bom período e aqui desenvolveu a Teoria da Relatividade; e ao Parlamento Suíço, este último, guiado.

Ainda fui a um lugar clássico da capital suíça: o Bärengraben, lugar onde vivem alguns ursos, ao lado do Rio Aar. Reza a lenda que o fundador de Berna disse que daria o nome à cidade em “homenagem” ao primeiro animal que abatesse no local. E a vítima foi exatamente um urso. Em alemão, Bär é “urso”, daí “Bern”, o nome da cidade.

Os ursos são criados em Berna para fins turístico desde pelo menos o séc. XIX, mas nos últimos anos cresceram as críticas contra o lugar onde eram mantidos. De fato, um poço de concreto, eu vi. Há uns dois ou três anos, a cidade de Berna separou um grande naco da margem do Rio Aar para que os ursos pudessem viver melhor.

Tinha esperança de ver os ursos, mas eles estão hibernando – afinal, é inverno. Eu não sabia, mas os ursos podem hibernar por meses a fio, época em que sua temperatura corporal chega a baixar a 4ºC e o consumo de energia fica mínimo, sendo suficiente para sua vida a gordura que acumularam durante os meses quentes.

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Há estátuas de urso por todos os lados em Berna e no brasão do cantão, adivinhem!, está um urso. 

No cantão de Berna fala-se um dialeto local do alemão. Fiquei surpreso com o fato de que muita gente não fala inglês aqui, até a guia do Parlamento Suíço falava um inglês sofrível. O francês resolve bem mais, porque é uma das línguas oficiais da Suíça. Eu acho que o cidadão suíço tem que aprender tantas línguas em seu país (alemão, francês, italiano), que não sobra “espaço” para o inglês. Pode ser.

Pensei em jantar fondue, típico da Suíça, até fui a um restaurante típico e muito bem localizado. Mas, uma vez lá sentado, notei um pequeno “problema de higiene”, e, consegui levantar-me rapidamente da mesa. Ainda bem que eu não havia pedido ainda.

Voltei para o hotel onde estou – o National – e ali jantei salsichas à moda bernense com rösti feliz da vida. Eu já havia jantado ontem aqui e tinha gostado. Aliás, o National é uma excelente opção em Berna. Tem quartos a preços econômicos, mas impecalvemente limpos e funcionais, fica muito perto da estação de trens, além de ter este bom restaurante.

Foi um dia intenso e muito bom, gostei bastante de ter vindo a Berna. O Centro Histórico de Berna é Patrimônio da Humanidade desde 1983. Amanhã, bem cedo, sigo para Zurique, última etapa da viagem.

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