El Fuerte de Samaipata – PH n.º 93

O Forte de Samaipata fica a pouco mais de 100 km de Santa Cruz de la Sierra. Na verdade, há uma pequena e pitoresca cidade que se chama Samaipata e dela o Forte fica a uns poucos quilômetros de distância.

O trajeto entre Santa Cruz de la Sierra e Samaipata é um pouco cansativo – dura bem mais de 2 horas –, inclusive porque se vai subindo. Santa Cruz está a 400 metros de altitude e Samaipata a 1600 metros. Com isto, o tórrido calor que faz em Santa Cruz dá lugar a um agradável clima de montanha – motivo de Samaipata ser um refúgio para muitos cruceños.

Samaipata está em um local de transição entre os ecossistemas da Amazônia, do Chaco e da Cordilheira dos Andes. Também do ponto de vista cultural, aqui foi local de encontro – e de conflito – entre os guaranis e os incas, e depois, com os espanhóis, um ponto importante no caminho entre Assunção, no Paraguai e o Peru.

Não é à toa que Samaipata significa em quéchua “descanso nas montanhas”.

A UNESCO reconheceu como Patrimônio da Humanidade, em 1998, o Forte de Samaipata. Neste lugar, encontram-se restos arqueológicos que remontam a civilizações pré-incaicas e também há elementos incas e espanhóis.

Primeiro avista-se uma imensa rocha (120 metros por 30), que era local dedicado às celebrações religiosas dos povos pré-incaicos que aqui viveram – os mojocoyas – e depois os incas, que conquistaram Samaipata no séc. XIV. Os incas utilizaram Samaipata como uma fortaleza contra as incursões dos guaranis (também conhecidos por “chiriguanos”), daí o nome de “forte”.

Há muitas gravuras na imensa pedra em Samaipata, que se diz simbolizarem a serpente e o jaguar, muito ligados na mitologia inca ao Sol.

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Eu estava muito interessado em ver tais marcas na rocha, mas  posso dizer que mal consegui identificar o que quer que fosse, o que me decepcionou bastante. O fato é que, por razões óbvias, já não permitem que as pessoas perambulem pela rocha – o que fizeram durante muito tempo, com muita deterioração e, com isto, não se consegue ver de perto.

A Bolívia construiu uns “miradores” para se ver a rocha desde cima, mas mesmo a partir deles, não se tem uma satisfatória visão do que foi gravado na rocha. Com isto, hay que tener mucha imaginación para visualizar as serpentes e os jaguares ali desenhados pelos mojocoyas e pelos incas.

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Extraí da internet esta foto que foi feita com melhor foco das figuras gravadas na rocha do Forte de Samaipata.

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Ainda há lá alguns nichos escavados na pedra e que, provavelmente, abrigavam imagens dos deuses adorados pelos indígenas.

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Também há no local construções civis – administrativas e residências – feitas pelos incas e pelos espanhóis quando aqui estiveram. É curioso isto: o Forte de Samaipata foi um lugar passado dos mojocoyas para os incas e depois dos incas para os espanhóis. Hoje pertence à Humanidade. 

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Os espanhóis logo abandonaram o Forte de Samaipata e construíram num vale próximo uma vila – hoje a cidade de Samaipata. Com isto, o Forte caiu no esquecimento e foi engolido pela mata, sendo apenas no último século redescoberto.

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Gasta-se por volta de 2 horas para bem visitar o lugar. A melhor opção é ir de táxi a partir da cidade de Samaipata e combinar com o taxista que fique esperando por este período. Há um centro de visitantes onde há uma lanchonete e alguns pôsteres com informação sobre o Forte.

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