Explorando Montevidéu – 2.ª parte

O legal de ir à capital uruguaia é que se trata de uma viagem internacional que cabe perfeitamente num fim-de-semana.

O melhor lugar para aliar um bom almoço a um ponto turístico é o Mercado del Puerto, que foi revitalizado já há algum tempo – eu já tinha visitado em 1999 – e que fica lotado nos sábados e domingos. O prédio não é lá muito bonito, mas a fumaça das parrillas e o burburinho de gente cria um ambiente para se passar horas comendo carne e bebendo vinho.

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A culinária uruguaia é bem parecida com a argentina. O carro-chefe é o asado preparado nas parrillas com cortes generosos de carne bovina mal-passada, miúdos de boi, linguiças, frango, etc. É uma bomba de colesterol.

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Quanto aos vinhos, é típico do lugar o medio y medio –  uma mistura de vinho branco com vinho espumante. Levando a coisa um pouco mais a sério, vale pedir um tinto tannat, que combina bem com carne.

Também fui ao Estádio Centenário, que só pude ver por fora porque justamente no dia estava acontecendo um jogo do campeonato uruguaio e havia uma mega fila para os torcedores entrarem. Isto impediu a ida ao Museu do Futebol, o que foi uma pena. O que deu para ver é que o estádio é uma estrutura antiga embora conservada e foi lá que ocorreu a primeira Copa do Mundo de Futebol, em 1930, que foi vencida pelo próprio Uruguai.

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No Aeroporto de Carrasco, vi um anúncio da campanha que o Uruguai e a Argentina farão para sediarem a Copa do Mundo de 2030, justamente no centenário do campeonato.

Por fim, a Rambla. Andei longamente por este calçadão quilométrico que margeia o Rio da Prata e que também funciona como uma via expressa entre o Centro Histórico, as partes nobres da cidade como Pocitos e o Aeroporto de Carrasco. No caminho, vêem-se parques – como o Parque Rodó –, muitas embaixadas e a sede administrativa do Mercosul (foto abaixo):

 

 

 Imagino que deva ser muito legal andar pela Rambla no verão. No inverno, o vento é impiedoso e só mesmo com muita empolgação eu consegui andar de Pocitos até o Centro de Montevidéu.

É isso. Montevidéu não tem tantas atrações quanto Buenos Aires, mas é simpática e vale a pena ser visitada e curtida, inclusive em um fim-de-semana comum. Os vôos a partir de São Paulo têm horários que permitem fazer isso.

As duas outras grandes atrações do Uruguai são, a oeste, Colônia do Sacramento – único Patrimônio da Humanidade do país e, a leste, Punta del Este – balneário mundialmente famoso, mas só no verão.

A melhor forma de chegar a Colônia do Sacramento – ou Colonia del Sacramento – é a partir de Buenos Aires, em uma rápida travessia com os barcos da companhia Buquebus e a cidade pode ser visitada em um dia, retornando-se à Argentina no final da tarde. A partir de Montevidéu são quase 3 horas de ônibus para chegar.

Quanto a Punta del Este, nunca fui. Quando eu puder ir, em algum dos próximos verões, pretendo visitar não só esta cidade mas fazer, de carro, todo o litoral leste do Uruguai até chegar a Chuy, cidade vizinha à gaúcha Chuí.

Embora eu não tenha retornado a Colônia do Sacramento em 2011, ainda me lembro bem da visita que fiz em 2005 e, como é um PH, vamos tratar disto em um post próprio.

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