Vaduz, Liechtenstein

Para a volta da minha viagem aos Bálcãs eu reservei um vôo saindo de Zagreb pela manhã cedo com conexão no Aeroporto de Zurique e novo embarque próximo das 23h00. Isto viabilizou um passeio de umas 4 ou 5 horas no Principado de Liechtenstein, país independente com 160 km2 e 35 mil habitantes.

No próprio Aeroporto de Zurique toma-se um trem para a cidade de Sargans, ainda na Suíça. Uma vez lá, frequentes ônibus saem em direção a Vaduz, capital de Liechtenstein, uma viagem de aproximadamente 20 minutos. Assim que se cruza o Rio Reno uma plaquinha avisa que se está entrando no Fürnstentum Liechtenstein ou Principado de Liechtenstein.

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A partir dali, o ônibus passa por várias cidadezinhas praticamente interligadas em um cenário que em nada se distingue daquilo que se vê comumente na Suíça e, por fim, salta-se num ponto em Vaduz (pron. em alemão: fádutz), capital do país, com pouco mais de 5.100 habitantes. A maior cidade do Principado, porém, é a vizinha Schaan, com 700 almas a mais.

A grande atração de Vaduz é o Castelo ou Schloss Vaduz, onde reside o Príncipe Hans-Adam e sua família. O castelo é fechado à visitação e a subida até lá se faz à pé, a partir de uma trilha que sai da rua principal Städtle. É um bom exercício e no caminho há painéis que contam a respeito do país, sua história e a família real. Também há miradores para apreciar Vaduz e as montanhas próximas.

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Na Städtle situam-se três museus, dois dos quais visitei porque a entrada era franca – o preço de qualquer coisa em Liechtenstein, país com uma das maiores rendas per capita  do mundo é assustador –, Briefmarkenmuseum (Museu Postal) e o Liechtensteiner Landesmuseum (Museu Nacional de Liechtenstein). O Museu Postal é minúsculo como o país e tem o acervo dos selos emitidos por Liechtenstein desde 1912, além de objetos ligados à história dos correios da nação. Vale muito mais gastar o tempo no excelente Museu Nacional: conta de forma fantástica a evolução histórica deste país peculiar, desde os tempos pré-históricos até os dias atuais, além de tratar do ambiente natural alpino onde Liechtenstein se situa. Há ainda o Kunstmuseum Liechtenstein, em uma moderna construção cúbica e escura, que abriga a coleção de arte pessoal do Príncipe.

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Uma bobagem que quase todo turista faz em Vaduz (inclusive eu) é ir ao Escritório de Turismo e carimbar o passaporte, pagando 3 francos suíços para levar este souvenir. Não há controle fronteiriço entre Liechtenstein e a Suíça (que cuida da segurança e de alguns temas de política externa do vizinho), então, para que conste do passaporte algum vestígio de Liechtenstein, deve-se buscar o carimbo no Escritório de Turismo.

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A passos dali está a Peter-Keizer Platz onde se situam a sede do Governo de Liechtenstein e o Parlamento do país, este um novíssimo e bonito prédio:

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Também a passos dali (tudo em Vaduz está a passos de distância), fica a Catedral de São Floriano, onde estão enterrados alguns membros da família real.

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Por fim, achei sensacional a existência de vinhedos no meio da cidade de Vaduz e um local onde são vendidos e degustados vinhos produzidos nas propriedades do Príncipe de Liechtenstein.

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Confesso que fui a Liechtenstein exclusivamente para aumentar o número de países visitados, mas me surpreendi positivamente com a quantidade de atrações em Vaduz, com o orgulho com que Liechtenstein (merecidamente) exalta sua história, seus recursos naturais e seu notável desenvolvimento. Valeu muito a pena esta conexão demorada em Zurique!

Principado de Liechtenstein – 2013

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Uma conexão propositadamente demorada entre os voos Zagreb-Zurique e Zurique-SP e uma boa dose de coragem foram suficientes para que eu me aventurasse a conhecer este diminuto país espremido entre a Suíça e a Áustria: Liechtenstein.

Com apenas 160 km2 e 36.000 habitantes, o principado é o sexto menor país soberano do mundo. A partir do aeroporto de Zurique, onde minha mala ficou me aguardando, até a fronteiriça cidade suíça de Sargans, leva-se uma hora e meia. Dali um ônibus gasta uns 20 minutos até Vaduz, a capital de Liechtenstein e local de residência do Príncipe Hans-Adam II. Também é possível a rota por Fuchs, mas os trens são menos frequentes.

O que Liechtenstein tem de pequeno, compensa com sua riqueza: tem a mais alta renda per capita do mundo e há mais empresas sediadas em seu território que pessoas, em razão, claro, dos incentivos fiscais que o país oferece. Há bancos aqui por todos os lados!

Há o que fazer em Vaduz para uma tarde e a cidade é mais interessante que eu imaginava. Uma boa subida a pé para ver (por fora) o Castelo de Vaduz (onde mora a família reinante) e o Museu Nacional – Liechtensteiner Landesmuseum – são as melhores atrações. É notável que haja plantações de vinhedos dentro da própria cidade e há um local para degustação dos vinhos de Liechtenstein, mas estava fechado hoje (domingo). Os prédios governamentais, a catedral e, digamos, quase tudo, fica na Städtle, a rua principal.

Vale a pena vir aqui, mesmo neste esquema de “stop” a partir do Aeroporto de Zurique. Depois farei um post mais detalhado sobre Vaduz.

Liechtenstein foi o país n. 58 que eu visitei.