De Hvar a Plitvice

Saí bem cedo de Hvar e tomei o ferry até Split, trajeto de duas horas. Split é a segunda cidade da Croácia com mais de 200 mil habitantes e um centro histórico surpreendentemente interessante com construções romanas muito preservadas e tudo remete ao Imperador Romano Diocleciano, que, originário desta região da Dalmácia, chegou ao mais alto posto do Império e, após 20 anos reinando em Roma, resolveu aposentar-se, construindo aqui uma cidade para este fim.
De Split a Trogir, outra cidade histórica e também Patrimônio da Humanidade, são menos de 30 km e Trogir tem como principal atração a Catedral de Sto. Estêvão. Outra catedral, a de S. Tiago, é PH na cidade de Šibenik, também não longe.
Antes que eu ficasse farto com “centros históricos” de cidades dálmatas, cheguei ao Parque Nacional dos Lagos de Plitvice, onde passeei hoje. O parque é muito famoso em razão dos seus lagos de água cristalina, cachoeiras e vegetação de clima temperado, que, no momento já ganha aquela gama de cores amareladas e avermelhadas do outono. Andei bastante pelo parque, cuja beleza é notável no contexto europeu, mas impressiona menos a quem vem do Brasil, onde os cenários de Iguaçu, Bonito, Chapada dos Veadeiros, etc, são muito mais encantadores.
Agora estou hospedado dentro do próprio parque, num hotel que é uma relíquia dos tempos iugoslavos – o PN dos Lagos de Plitvice foi inscrito na Lista da UNESCO em 1979, quando ainda governava a Iugoslávia o Marechal Tito! E, desta época, ficaram estes hotéis. O no qual me encontro se chama Bellevue e estar aqui é uma viagem no tempo, pois tudo ainda tem cara da década de 1970, os móveis, a decoração, etc. O restaurante, no melhor estilo “refeitório”, tem nome de “Restaurante Nacional”…

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De Dubrovnik a Hvar

Quem faz um tour pela Croácia normalmente começa ou termina a viagem em Dubrovnik, que fica no extremo sul do litoral croata. No meu caso, eu comecei lá e, portanto, tive que ir subindo pela rodovia D8, que margeia a costa e permite ver, no trajeto, os belos cenários do mar croata e suas encostas. Quem sobe pela D8 vai acabar tendo que passar por um pequeno trecho da Bósnia e Herzegovina, algo em torno de 23 km, que é o único trecho de litoral que a BeH tem para chamar de seu. A cidade bósnia que fica à beira-mar é Neum e os policiais de fronteira croatas vão querer inspecionar o seu passaporte antes e depois de passar por Neum, então tenha-o em mãos. Mesmo para quem vai tomar a rodovia em direção a Mostar e Sarajevo, será necessário passar por este trecho, o que implica cruzar três vezes a fronteira Croácia-BeH em alguns minutos. O Governo da Croácia planeja construir uma ponte na Península de Pelješac, de modo a tornar desnecessário cruzar pela Bósnia, mas, por enquanto, não há outro remédio.
Dentre as muitas ilhas do litoral da Croácia, eu escolhi visitar a Ilha de Hvar, onde inclusive há um Patrimônio da Humanidade, embora haja muito mais e melhores atrações por lá. Não é necessário ir até Split para se alcançar Hvar: pode-se atravessar com ferry a partir da cidade costeira de Drvenik para Sućuraj (30 minutos), que fica na ponta da ilha de Hvar e, de lá, uns 70 até a cidade de Hvar, passando por Stari Grad. O ferry para Split sai de Stari Grad (120 minutos) e os horários alteram-se conforme seja alta ou baixa temporada. Tomem cuidado ao guiar pelas estradas de Hvar, que são sinuosas e estreitas, aliás, até agora este tem sido o perfil das estradas croatas do litoral sul.
Hvar é um destino badalado de verão, mas no final de setembro está bem sossegada e é muito fácil encontrar acomodação e a bom preço. Recomendo ficar na pensão Jagoda, gerida com zelo pela própria Sra. Jagoda e que não fica longe da praça principal da cidade de Hvar.
A Ilha de Hvar tem praias muito bonitas e cidades históricas, além de tradição vinícola. Sempre vou me lembrar daqui como um lugar onde descansei bastante e comi excelente comida dálmata no Konoda Menego, também altamente recomendado.
Amanhã sigo para Split e de lá para Trogir e Šibenik, todas no litoral continental da Dalmácia.

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República da Croácia – 2013

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Eu tenho um guia de viagem da Croácia desde 2007, que de vez em quando eu consultava, montando roteiros, lendo sobre os destinos croatas, etc, e finalmente esta viagem se concretizou: estou na Croácia (croata: Republika Hrvatska), país em forma de bumerangue que se esparrama pelo Mar Adriático e que não gosta de ser considerado como “Leste Europeu”, em razão de sua antiga afinidade com a Itália e com a Áustria. Durante o Império Romano importantes cidades foram fundadas na região e a República de Veneza (697-1797) dominou por séculos o litoral croata deixando aqui profundas marcas. Os croatas, porém, são eslavos e como tais tiveram que integrar a extinta República Socialista da Iugoslávia, dela se separando em 1991 de forma não-pacífica. A Croácia é um grande destino de verão na Europa e eu estou ansioso para conferir se esta fama toda se justifica.

A capital do país é Zagreb, que fica no interior do país, próximo à Hungria. Mas a esmagadora maioria dos turistas dirige-se à costa adriática, onde estão as mais bonitas cidades e praias do país e muitas ilhas. Dubrovnik é a mais conhecida destas cidades, mas também podem ser mencionadas Split e Zadar.

A Croácia tem 7 Patrimônios da Humanidade, sendo um deles natural: o Parque Nacional de Plitvice (o único PH que não se situa na costa) e que pretendo visitar no caminho de Zagreb, de onde sai meu voo de volta. Os centros históricos de Dubrovnik e de Trogir também são PH, bem como o Palácio de Diocleciano em Split, a Catedral de São Tiago em Šibenik e Stari Grad, na ilha de Hvar. Todos estes eu tenho planejado visitar. Apenas a Basílica Eufrasiana, em Poreč, na Ístria (próxima à Itália e à Eslovênia) está fora do roteiro.

A Croácia acabou de ingressar na União Europeia: é o 28.º país membro, mas ainda não integra o Espaço Schengen e tampouco ainda adota o euro.

Mais do que nos outros países que vou percorrer desta vez, na Croácia estou torcendo para que faça sol e calor para eu aproveitar as praias. Hoje, 15 minutos após eu chegar a Dubrovnik, eu já estava na praia de Banja.