Providenciales (Turks & Caicos) – 2

Acordei em Provo com uma missão: passear pela ilha de bicicleta. Até que comecei bem, fui até Turtle’s Cove e parei para fazer snorkelling – notável a variedade de peixes praticamente na beira da praia. De lá consegui chegar até o “centro”, mas percebi que seria loucura continuar por muitos mais quilômetros no sol forte pedalando.

Voltei para o hotel e aluguei um carro. Aí fui para o sul da ilha de Providenciales, onde há este cenário:

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Imaginem o privilégio de ter uma vista desta:

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Turks and Caicos está longe de ser um destino popular. Pelo contrário, é um destino caro onde predominam casas de alto padrão e condomínios de luxo.

Eu fiquei realmente maravilhado com estas ilhas que estão no Parque Nacional de Chalk Sound:

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Outra praia bonita da área é a Sapodilla Beach e, em suas proximidades, está aquilo que de mais próximo a “histórico” existe em T&C, que são inscrições que alguns marinheiros fizeram ainda no séc. XIX nas pedras.

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A esta parte sul da ilha de Providenciales só se consegue chegar com carro alugado (ou táxi).

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Com o carro ganha-se muita liberdade para visitar várias outras praias de Provo. Esta abaixo nem é das mais famosas… mas olhe que imagem de paraíso (não tem fotoshop não, viu…).

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Um lugar que eu esperava visitar era a fazenda onde se cultivam conchs, aqueles moluscos que são a base dos pratos típicos das Bahamas e também de T&C. Mas cheguei lá e vi isto:

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Ainda fiz uma foto lá dentro, mas, de fato, a fazenda foi desativada até segunda ordem:

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O que aconteceu em Turks and Caicos é que, em 2009, Londres detectou graves problemas de corrupção e incompetência administrativa no autogoverno das ilhas. Apurou-se que o primeiro-ministro de Turks and Caicos havia juntado uma fortuna vendendo inclusive terras públicas e embolsado a grana.

Então, como T&C está sujeita à soberania britânica, Londres suspendeu o autogoverno das ilhas e passou a administrá-las diretamente (direct rule), até que novas eleições fossem realizadas – elas estão previstas para daqui a 2 meses e este assunto está fervilhando aqui.

Os locais acusam o governo central de ser “colonialista”, embora muitos tenham apoiado a medida, concordando que o primeiro-ministro era, de fato, um tremendo corrupto. Foi o que me disseram aqui.

Terminei o dia na melhor de todas as praias (para alguns a melhor do mundo), a Grace Bay Beach, que fica a 200 metros do hotel onde estou hospedado.

Providenciales (Turks & Caicos) – 1

Cheguei a meu hotel na Grace Bay Beach, deixei as malas e fui correndo para a praia. O Lonely Planet define esta praia assim: “mundialmente famosa faixa de areia, notavelmente longa e bonita mesmo para os padrões do Caribe”. 

De fato, Grace Bay Beach é ainda mais bonita que as praias de Nassau e muito menos agitada.

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Demora um pouco até que a água passe do “transparente” para o “azul bebê” e dali para outros tons de azul. O mar é (quase) tão calmo como uma piscina. O Lonely Planet não havia exagerado.

Só havia eu, minhas coisas e um pelicano nesta praia. Mas ele fugiu antes que eu conseguisse fazer uma foto.

Aluguei uma bicicleta em Provo (apelido de Providenciales) e saí meio sem rumo em direção ao norte da ilha. No caminho, muitos condomínios fechados e casas de alto padrão – Turks & Caicos é destino bastante caro e sofisticado. Cheguei a uma praia ainda mais isolada (Leeward) e passei o resto da tarde ali, sossegado, até que um fotógrafo e um casal de noivos chegaram para fazer fotos – a noiva de vestido-de-noiva, inclusive. Disseram-me que a Leeward Beach é um bom ponto de snorkelling.

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Vou ficar com a bicicleta acho que até eu ir embora. A ilha é completamente plana e como o tráfego é pouco, a bicicleta torna-se conveniente, além do que nunca é bom depender de taxistas. Pensei em alugar um carro, mas a mão inglesa aliada ao alto custo do aluguel me fizeram desistir.

Estou gostando de Turks and Caicos!

Turks & Caicos – 2012

Ficheiro:Flag of the Turks and Caicos Islands.svg

Muita gente nem sabe que este país existe. Turks and Caicos (em português seria Turcos e Caicos) ficam no que seria a “continuação” do arquipélago das Bahamas, um pouco ao norte da Ilha de Hispaniola (dividida entre a República Dominicana e o Haiti).

locator map of Turks and Caicos

Vivem em T&C 45 mil pessoas, metade delas em Providenciales, a ilha onde fica o Aeroporto Internacional (e onde eu fiquei). A capital, porém, é Cockburn Town, na Ilha de Grand Turk, com 9 mil habitantes.

Como o nome do país indica, são 2 os conjuntos de ilhas que o compõem: Turks, a leste, menos povoados e Caicos, a oeste.

A palavra “turco” vem de um tipo de cacto que lembrou aos espanhóis que por aqui aportaram os chapéus típicos otomanos e “caico” vem do termo indígena para “ilha”. No hotel onde estou hospedado há um exemplar deste cacto, que, inclusive, está no brasão do país (ao lado de uma lagosta e de um conch, aqui também muito apreciado).

File:Coat of arms of the Turks and Caicos Islands.svg

Eu vim para Turks and Caicos porque achei que ficaria tempo demais em Nassau. Na verdade, meu plano era fazer passeios de barco saindo da capital das Bahamas e visitando outras partes do país como Exumas e North Eleuthera. Mas como é baixíssima temporada nas Bahamas, este serviço não está funcionando em setembro. Aí comprei, um dia antes, uma passagem da companhia Air Turks & Caicos e vim para Providenciales num daqueles aviões Brasília da Embraer, junto com 2 outros passageiros.

Turks and Caicos são um destino caro, porque muita gente famosa resolveu comprar propriedades aqui. Não tem nem de longe aquela agitação de Nassau e mesmo os resorts que há aqui são muito menores e a impressão é de um lugar bem parado, bem tranquilo, “laid back” como se diria em inglês.

O vôo entre Nassau e Providenciales durou uma hora e meia e vem em altitude baixa, de forma que no trajeto é possível ir acompanhando a sucessão de belíssimas ilhas formam estes dois países (Bahamas e T&C).

Turks and Caicos não são um país independente, é bom que se diga. Pertencem ao Reino Unido, aquilo que sobrou do antigo Império Britânico. Têm status de British Overseas Territory (Território Britânico de Ultramar). Normalmente, estes territórios têm grande autonomia para gerir seus assuntos internos, inclusive emitem seus selos, suas moedas, elegem seus parlamentares e controlam suas fronteiras. O selo que recebi no meu passaporte foi do “Turks & Caicos Is. Immigration Dept”.