Convento de St. Gallen (São Galo), Suíça – PH n.º 110

Last but not least. Esta expressão inglesa (trad. livre: último mas não o menor) aplica-se bem ao PH que visitei no último dia de minha viagem à Europa entre dez/11 e jan/12.

O Convento (ou Abadia) de St. Gallen situa-se na cidade e cantão de mesmo nome. Em português o nome é São Galo, santo irlandês e discípulo de São Columbano, que se instalou neste nordeste da Suíça ainda na primeira metade do séc. VII. São Galo fundou aqui uma pequena ermida e, após a sua morte (por volta de 646-650), ela evoluiu para uma pequena igreja que, ao longo dos séculos tornou-se a Abadia de São Galo. Na foto, sua estátua:

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Esta Abadia alcançou, ainda no séc. IX, uma espécie de independência eclesiástica (respondendo apenas a Roma, mas não a bispos locais) e política. Floresceu com a construção de um templo bem maior, assim como colecionou manuscritos religiosos, tornando-se um dos principais centros espirituais dos Alpes.

No séc. XII, a Abadia de São Galo ampliou sua autonomia a tal ponto que o Abade-Mor adquiriu status de Príncipe no âmbito do Sacro Império Romano-Germânico, cumulando, assim, os poderes temporais com os espirituais. A Abadia tinha atingido seu auge, alcançando possessões territoriais nada desprezíveis. 

Ocorre que a partir do séc. XV, a progressiva expansão da Confederação dos cantões suíços voltou-se para St. Gallen que, com poucos recursos para se defender, viu perder para os confederados suíços suas possessões territoriais, limitando-se sua autonomia praticamente ao terreno onde se situava a própria Abadia (a igreja) e edifícios adjacentes – algo parecido com o que aconteceu com o Vaticano quando da unificação da Itália.

A sorte da Abadia não melhorava: com a Reforma Protestante, o cantão de St. Gallen se tornou calvinista, de forma que a Abadia se tornou uma ilha católica envolta por protestantes. Os calvinistas saquearam a Abadia ainda no séc. XVI e muitos dos antigos e preciosos livros foram destruídos.

No séc. XVIII a Abadia, que mantinha sua independência sobre o pequeno território, passou por uma grande reforma, demolindo-se o templo antigo e construindo-se uma catedral barroca, pronta em 1768. Esta catedral é uma das mais impressionantes igrejas barrocas de toda a Suíça.

Ocorre que em 1798 o poder secular do Príncipe-Abade foi suprimido (extinguind0-se, portanto, o exercício de poder autônomo que remontava ao séc. IX), os prédios adjacentes à Catedral foram secularizados (isto é, tornados não-religiosos) e apenas restou a própria Catedral, que serviu ao Bispado de St. Gallen, criado em 1846. Isto porque, embora o Cantão de St. Gallen tenha no séc. XVI se tornado inteiramente protestante, com o tempo o cenário religioso foi mudando a tal ponto que hoje a maioria da população de St. Gallen é católica.

Após este breve retrospecto histórico, que espero não tenha sido cansativo, vamos aos dois pontos principais que compõem este Patrimônio da Humanidade reconhecido em 1983: a Stiftsbibliothek e a própria catedral.

A Biblioteca situa-se em um salão dentro do complexo de prédios que um dia foi a Abadia e é alcançada ingressando-se, pelo que eu pude compreender, em uma escola, pois havia crianças uniformizadas correndo para todos os lados enquanto eu buscava alcançar a Biblioteca.

Para entrar, tem-se que usar uma pantufa e o salão onde se situa (que não é muito grande) é majestosamente decorado em estilo barroco, com afrescos no teto e lá estão alguns dos mais importantes livros em exposição em mesas protegidas por vidros, bem como objetos ligados a São Galo (talheres que usava, etc.) e até uma múmia ali meio fora de lugar.

Vários livros são anteriores ao ano 1.000 (como no Museu Plantin-Morethus em Antuérpia) e boa parte deles é relativa à vida de São Galo e seus milagres. Conta-se que São Galo conseguia afastar os ursos – que, na época, eram um sério perigo aos habitantes da Europa Central –, pois as feras lhe obedeciam. Em um livro cuja capa é de marfim, está a representação de São Galo mandando um urso buscar lenha, retribuindo-o com um pão.

Abaixo da Biblioteca há vários fragmentos dos antigos templos que se sucederam neste lugar e um vídeo contando toda a história do lugar, mas lamentavelmente apenas em alemão.

Não se pode tirar fotos na Stiftsbibliothek, então a abaixo foi coletada na internet.

 

A Catedral também é notável. Em contraste com o barroco brasileiro ou português – muito ligado ao dourado e que nos é mais familiar -, chamou-me a atenção o emprego da cor verde no interior do templo, bem como dos espaços deixados brancos, cujo resultado final é de fazer cair o queixo. Os afrescos também são impressionantes. As fotos da Catedral, onde se pode fotografar, são minhas:

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St. Gallen está a apenas 1 hora de trem de Zurique, a principal cidade da Suíça e cujo aeroporto é hub para muitas conexões de vôos para o Brasil. Quem tiver uma conexão demoradíssima ou um vôo à noite (como o meu), pode aproveitar este dia final para ir a esta formidável cidade. Os trens partem de meia em meia hora em ambos os sentidos e as visitas à Biblioteca e à Catedral não duram mais que 2 horas. Além disto, consegue-se pegar o trem dentro do próprio Aeroporto de Zurique e a estação de trens de St. Gallen fica a menos de 10 minutos à pé do Convento. Quanto à mala, eu deixei em um dos lockers automáticos na própria estação de St. Gallen (custo de menos de 10 francos). Mais fácil que isto, difícil imaginar…

Einstein Museum em Berna

Albert Einstein nasceu no Império Alemão (Ulm, 1879 – Nova Jersey, 1955 ), mas morou um bom tempo na Suíça, inclusive em Berna, onde desenvolveu, em 1905, a famosíssima fórmula E = mc². O conjunto de sua obra (que inclui a Teoria da Relatividade) mudou a compreensão humana sobre o tempo e o espaço.

Em 2005, para comemorar o centenário da fórmula, o Historisches Museum de Berna montou uma exposição sobre Einstein. O trabalho revelou-se um tremendo sucesso: mais de 350.000 pessoas (algo em torno de 5% de toda a população suíça) acudiu à exposição que, assim, acabou tornand0-se permanente sob o título Museu Einstein. Na foto, a Praça Helvetia, onde se situa o Museu Histórico de Berna (em cujo piso superior está o Einstein Museum):

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A exposição é genial pois consegue mesclar, de forma absolutamente interessante, a vida de Einstein, suas teorias e a história do mundo que ele viveu. Tudo isto com emprego de painéis com informações precisas (nem longuíssimos e chatos textos e nem excesso de concisão), muitas fotos e objetos ligados a Einstein, recursos interativos para a compreensão das teorias, cadenciados de forma cronológica e historicamente fundamentada.

O trabalho é excepcionalmente bem feito. Alguém que nunca tenha ouvido falar de Einstein sai da exposição sabendo muito sobre ele. Lembro apenas de uma outra exposição a que fui, em Viena, sobre a Imperatriz Austro-Húngara Sissi, com a mesma qualidade.

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Vou transcrever aqui algumas anotações despretensiosas que fiz no Museu Einstein:

Quanto à sua vida pessoal, o Museu mostra a realidade de se nascer judeu na Europa no final do séc. XIX e a dificuldade de inserção em um sociedade com crescente grau de antissemitismo. Na Suíça, sentia-se menos do que em outros países (notadamente a Rússia, onde os pogroms anteciparam os horrores nazistas), mas, de qualquer forma, aos judeus eram dadas três alternativas: a ortodoxia, o sionismo (isto é, a imigração para a Palestina) ou a integração. A família de Einstein optou decididamente pela terceira alternativa, assim como os demais judeus na esperança (que se revelou falsa) de aceitação pelos regimes políticos europeus da época. 

Einstein morou em vários lugares da Suíça, Alemanha e Itália. Chegou a ter uma empresa de elétricos com seu irmão, mas que começou a falir e foi vendida. Casou-se com a iugoslava Mileva Marić em 1903 e se estabeleceu em Berna onde trabalhaou no Escritório de Patentes Suíço, desenvolvendo algumas de suas principais teorias. Divorciou-se de Mileva em 1919 e casou-se com Elsa Löwenthal no mesmo ano.

Há, no Museu Albert Einstein, várias telas e vídeos que explicam para os leigos o alcance prático das teorias aplicadas, algumas eu entendi, outras não. Ficou claro para mim, por exemplo, que “a forma pela qual se descreve o movimento depende do ponto de vista” (isto é, se quem vê está parado ou também em movimento). Já os fundamentos de outras afirmações ficaram além do meu alcance, como “a velocidade da luz é absoluta”  ou “nada é mais rápido que a luz”.

O museu narra, ainda, magistralmente, as viagens de Einstein, sua correspondência com outro gênio, Sigmund Freud, sua fuga da Europa Nazista e sua calorosa acolhida pelos Estados Unidos, em 1933, onde se naturalizou como cidadão norte-americano (sem prejuízo da cidadania suíça) e sua atuação na Universidade de Princeton.

Também se fala do envolvimento de Albert Einstein com o Projeto Manhattan (que resultou no desenvolvimento da bomba atômica) e das ácidas críticas que sofreu em função disto. A Revista Time chegou a chamá-lo, em 1946, de “cosmoclasta”, isto é, “destruidor do cosmo”.

A Einstein chegou a ser oferecido, em 1952, o cargo de Presidente da jovem república de Israel, criada apenas 4 anos antes, o que recusou embora tenha ficado comovido com a oferta. Contribuiu efetivamente para a Universidade Hebréia em Jerusalém, demonstrando que sua origem judaica lhe era cara, embora Einstein não acreditasse em Deus.

Einstein ganhou o Prêmio Nobel de Física em 1921.

Cada minuto neste museu (que fica do outro lado do rio, na Helvetiaplatz) vale a pena e cada um dos 18 francos suíços gastos para visitá-lo é bem pago. Em Berna, este lugar é imperdível.  Mas não se deve confundi-lo com a Einstein-Haus (a casa onde Einstein morou), que fica na Kramgasse (a rua central de Berna), pouco interessante por ser só isto, o lugar onde veio a residir na capital suíça.

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Zentrum Paul Klee em Berna

Paul Klee (1879-1940) nasceu nas proximidades de Berna e é um renomado pintor suíço posteriormente naturalizado alemão. Eu nunca tinha ouvido falar dele até ler a respeito de Berna e descobrir que muitas telas suas estão expostas em um museu construído em 2005. É que com a doação, por parte da nora de Klee ao Cantão de Berna de centenas de obras do artista, a capital suíça resolveu construir um centro de exposições apenas para homenagear seu ilustre filho. 

Para se alcançar o Zentrum Paul Klee basta pegar um ônibus no centro de Berna e, atravessando o Rio Aar, acima do local onde ficam os ursos, chega-se a este centro de exposições muito bonito:

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A mim pareceu que estas três “ondas” do Zentrum (abaixo, a primeira foto é minha e a segunda extraí do wikipedia) lembram muito prédios projetados por Niemeyer como o Complexo da Pampulha em Belo Horizonte (que é, aliás, uma Tentativa de Inscrição como Patrimônio da Humanidade do Brasil) e alguns pavilhões no Parque do Ibirapuera em São Paulo. Mas o arquiteto responsável pela obra suíça foi o italiano Renzo Piano.

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Como eu não sabia nada sobre Paul Klee, comprei um “guia” no próprio Zentrum sobre sua vida e arte. O “guia” na verdade é um livro de 150 páginas com a biografia do artista e a descrição das obras lá expostas. Eu pedi um capuccino e fiquei um bom tempo lendo na cafeteria antes de desbravar o acervo do Zentrum.

Eu havia lido que acontece com o Centro Paul Klee o mesmo que ocorre no Museu Van Gogh em Amsterdã: embora o museu seja dedicado com exclusividade ao artista e contenha algo em torno de 40% das telas que produziu, suas principais obras não estão lá, mas espalhadas por museus mundo afora. De qualquer forma, o acervo é grande, variado e muito bem exposto. A mera arquitetura do Zentrum já faz valer a visita. 

Quanto a Paul Klee, eu fiquei bastante surpreendido com a extrema diversidade de estilos em suas telas, algumas claramente impressionistas, outras cubistas, algumas completamente abstratas e belos “jogos de cores” Eu concordei com um texto que li a seu respeito no sentido de que Paul Klee é “inclassificável”.

Além disto, percebi que algumas telas têm traços bem “infantis”. No piso inferior do Zentrum estava uma exposição temporária Eiapopeia: a criança dentro de Klee. Eu achei genial o fato de que Klee orgulhava-se dos desenhos e traçados que ele havia feito enquanto era criança e os expunha sem qualquer vergonha. É como se ele valorizasse a percepção do mundo que tinha aos 8 anos de idade tanto quanto a que tinha aos 48.

As telas que mais gostei (e não necessariamente são as mais “importantes” do acervo) são as abaixo:

Insula dulcamara

O homem cinza e a costa

Frutas em azul

High Spirits

A última natureza morta

Cidade Antiga de Berna, Suíça – PH n.º 109

Meu primeiro contato com a Suíça foi logo com a capital, Berna, que, com  seus 120 mil habitantes, parece mais uma cidade do interior (as maiores cidades do país são Zurique, Genebra e Basiléia).

Sempre que a UNESCO inscreve, na Europa ou na América, um “centro histórico” ou uma “old city of…”, já se sabe: o roteiro vai incluir passeios por ruelas de paralelepípedos, visitas a museus e igrejas históricas e prédios antigos, com uma ou outra particularidade.

Berna não foge a esta regra, embora no que se refira aos museus, acabe se sobressaindo pelo Zentrum Paul Klee e pela excelente exposição sobre a vida de um antigo habitante ilustre: Albert Einstein. Tratarei destes assuntos em posts próprios.

É de se notar em Berna a grande quantidade de fontes. Esta logo abaixo fica na principal rua do centro histórico:

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A fonte de São Pedro fica na pequena praça da Catedral Protestante Münster: 

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Esta retrata um ogro devorando criancinhas… Que belo assunto para uma fonte, não acham?

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A Suíça foi um dos principais focos da expansão protestante no séc. XVI, pátria dos reformadores João Calvino e Zwiglio. Alguns cantões se mantiveram católicos e outros se converteram à fé calvinista, como foi o caso de Berna.

A Catedral (Münster) de Berna foi completada apenas no séc. XIX em estilo neogótico, mas, depois das sublimes Catedrais de Colônia, Aachen, Trier e Estrasburgo, tive que me esforçar para me interessar por esta modesta catedral. Como é protestante, há bem menos o que se ver dentro, pois não há capelas, nem imagens e o altar central não tem decoração. Se algo merece menção são os vitrais. Enquanto eu estava dentro da catedral, tive a sorte de pegar um ensaio de órgão que estava acontecendo naquele momento.

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Do alto da torre da catedral de Berna – que eu subi mesmo enfrentando um vento terrível –  é possível ver um grande marco turístico de Berna, a torre-relógio Zeitglockenturm:

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Como Berna é a capital da Confederação Helvética (nome oficial da Suíça), aquela coisa do turismo cívico acaba acontecendo. Eu tenho boas experiências com visitas a parlamentos (Hungria, Áustria, Dinamarca, Uruguai) ou palácios presidenciais (Equador, Chile, República Dominicana). Esses passeios são invariavelmente guiados e neles costuma-se aprender alguma coisa sobre a história e a política dos países.

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No caso do Parlamento Suíço, foi interessante ir às câmaras onde se reúnem os representantes dos 26 cantões e do Conselho Nacional. No átrio do prédio há belos afrescos alusivos à peculiar história da Suíça, país que se formou a partir da união progressiva de comunidades alpinas (elas próprias agrupadas em cantões), mesmo com diversidade lingüística (falantes de alemão, francês, italiano e romanche).

A Suíça ainda tem reminiscências do sistema de democracia direta (praticada em alguns cantões), no qual os cidadãos com direito a voto se reúnem em uma assembléia e decidem, diretamente, os temas legislativos que lhes dizem respeito. Há, no Parlamento Suíço, uma grande tela que retrata isto.  

Outra curiosidade é o fato de que o Poder Executivo não é chefiado por um presidente ou um monarca mas por um colegiado: o Conselho Federal, com 7 membros. É um espécie de “presidência coletiva”.

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Embora eu não tenha ficado fascinado por Berna, devo dizer que a cidade oferece uma boa gama de coisas (tanto antigas quanto modernas) para se ver em um dia ou dois. É inegável, porém, que Berna não está entre as principais atrações turísticas da Suíça, país que é mais lembrado em razão dos cenários naturais alpinos.

A Suíça tem 11 Patrimônios da Humanidade – 3 deles justamente naturais e nos Alpes.

Sankt Gallen e a volta

No último dia desta viagem à Europa, saí cedo de Berna e pretendia pegar um trem direto para St. Gallen, onde há uma abadia carolíngia que eu queria muito conhecer.

Após alguma dificuldade para trocar uma nota de 100 francos suíços, o que me fez perder o trem direto para St. Gallen, lá cheguei.

St. Gallen (a tradução em português seria São Galo) é a capital de um cantão com mesmo nome e fica a uma hora mais ou menos de Zurique. Também é de língua alemã e fica no nordeste da Suíça, já próximo da Áustria e de Liechtenstein. Se eu tivesse algum tempinho mais, iria esticar a Liechtenstein, cuja principal atração é, só e justamente, ser um país pequenino, não tem nada de muito interessante lá.

Em St. Gallen está uma fenomenal sala barroca – Patrimônios da Humanidade –que abriga na forma de biblioteca milhares de livros e objetos ligados à devoção a S. Galo, um importante abade que viveu entre no séc. VI e o séc. VII nesta parte da Suíça. Há dezenas de livros anteriores ao ano 1000 d.C. O acervo da antiga abadia é um tesouro, verdadeiramente.

O final dos anos 500 e o início dos 600 é um dos períodos em que menos se sabe o que aconteceu na Europa. Na história mundial, este período coincide com o surgimento do Islã, por isto S. Galo é contemporâneo do Profeta Maomé.

Além da sala barroca, é patrimônio da humanidade a catedral anexa, cujo estilo é o barroco – um contraste com as várias catedrais góticas que visitei antes.

A temperatura em St. Gallen girava em torno de – 3ºC, havia muita neve e gelo nas ruas – um perigo escorregar. Ainda bem que só fez frio insuportável no último dia!

Na foto abaixo, a fachada da catedral de St. Gallen e eu, tentando fazer uma foto de mim mesmo e prestes a congelar:

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Voltei de St. Gallen para o Aeroporto de Zurique quando começou uma nevasca pesada. De Zurique para Frankfurt e de lá para São Paulo.

O fundamental para eu visitar tantos lugares (16 Patrimônios da Humanidade em 5 países) em pouco menos de duas semanas foi o avançado sistema ferroviário da Europa. Como é lamentável que o Brasil não tenha investido em trens, eles são o meio de transporte mais adequado para pequenas e médias distâncias. É incompreensível e inadmissível que não haja trens ligando São Paulo a Campinas, a Santos ou a Ribeirão Preto – e pior é constatar que já houve.

Um conhecimento básico de francês também ajudou, especialmente fora dos locais ultraturísticos, como no interior da Bélgica, em Nancy ou mesmo na Suíça.

Eu gostei de ter feito esta escapada para encerrar o ano de 2011 e começar 2012 já tendo visto tanta coisa bonita. Não nego que o inverno castiga um pouco o viajante, o ideal é mesmo ir à Europa em abril/maio ou setembro/outubro. A vantagem desta época, segundo o que notei, é que os hotéis estão bem mais desocupados que o normal e oferecem bons descontos.