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Deixei para abordar, por último, o bairro de Miraflores, onde me hospedei em Lima. O hotel Ibis Miraflores deve ser certamente o preferido dos brasileiros pelo afluxo de compatriotas que vi lá. É uma boa escolha: o hotel consegue ter preços competitivos (e promocionais durante feriados) e fica muitíssimo bem localizado na Av. Larco, com abundância de serviços, restaurantes, supermercados 24 horas. Fica a passos do shopping Larcomar (um shopping genialmente construído nos penhascos de Miraflores bem em frente ao mar) e a uma pequena distância da Praça Kennedy. A região me pareceu bem segura, inclusive à noite.

Um pouco adiante da Praça Kennedy está um fascinante ponto turístico de Lima: Huaca Pucllana. “Huaca” é uma palavra quéchua que significa “sagrado” e se refere a um “lugar de culto”, “altar”.

Huaca Pucllana é um lugar excelente para se entrar em contato com a cultura lima, povo que deu nome à cidade (“lima” é a forma espanholizada de “rímac”). É surpreendente que um lugar tão antigo (estima-se construído a partir de 200 d.C.) esteja encravado numa das zonas mais valorizadas da capital peruana.

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Impressionantes as pirâmides lima, mas o complexo de Huaca Pucllana revela um espaço ceremonial, áreas governamentais e residências. Segundo o que se comentou no passeio guiado pelo local, os lima colocavam os tijolos desta forma, não pegados um no outro pois era um eficiente mecanismo de absorção dos impactos sísmicos.

Por volta dos anos 700, um novo povo conquistou esta região: os wari, vindos da Cordilheira e que são a primeira civilização com aspirações conquistadoras e imperialistas que se conhece nos Andes. Os wari chegaram a conquistar grandes porções de terras entre a serra e o litoral e foram encontrados em Pucllana múmias e têxteis produzidos por eles.

Também este sítio arqueológico foi apenas localizado no séc. XX. Antes parecia  um monte em Lima, cidade que se expandia rapidamente, processo no qual grandes parcelas de Pucllana foram devastadas. De qualquer forma, ainda há muito o que escavar lá, e isto, repito, bem no centro de um dos mais modernos bairros de Lima:

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Há um elogiado restaurante em Huaca Pucllana e, à noite, as ruínas são iluminadas.

Lima é menos procurada pelos turistas que Cusco/Machu Picchu e é justo que o seja. Mas a capital peruana oferece muitíssimas atrações, tanto históricas quanto de divertimento. Ou seja, numa viagem a Cusco recomenda-se, se houver tempo, parar (a conexão já será obrigatória) e ficar um pouco em Lima.

Lamenta-se, apenas, que a cidade não conte com um sistema de transporte público sequer razoável: não há metrô e todo mundo se vira nas vans e nos táxis – que, por sua vez, não usam taxímetro. Por isto, tem-se que negociar o preço a cada corrida e, sempre, antes de entrar no táxi.

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A capital do Peru é a quarta maior (considerando a região metropolitana) da América do Sul (depois de São Paulo, Buenos Aires e Rio de Janeiro), com 8 milhões de habitantes, um aeroporto muito bom e um trânsito infernal.

O Centro Histórico é Patrimônio da Humanidade (ver detalhes aqui), tem alguns museus mas é uma zona menos valorizada e ficar hospedado lá é menos seguro e há menos para se fazer à noite do que em bairros que ficam mais ao sul da capital como Miraflores ou Barranco.

Eu voltei ao Centro de Lima para passear um pouco pela Plaza de Armas, invariavelmente lotada de turistas e moradores e fui até a igreja de Santa Rosa de Lima, um pouco afastada da praça, local onde não havia estado na primeira vez (fev/2011). Santa Rosa de Lima foi a primeira pessoa nascida na América canonizada pela Igreja, é padroeira de todo o Peru e seu rosto estampa a cédula de maior denominação da moeda peruana, a de 200 soles.

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Ao lado do templo há um jardim, naturalmente com muitas roseiras e uma série de símbolos ligados à vida de Santa Rosa, inclusive um poço dentro do qual as pessoas jogam cartas na esperança de que venham a ser lidas por Santa Rosa. Seus restos mortais, porém, estão na Igreja de Santo Domingo (que fica próxima), na qual também estão as relíquias de San Martín de Porres e San Juan Macías, outros santos peruanos.

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A Catedral de Lima, banhada pelo sol da tarde, estava mais bonita que da primeira vez:

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Ao menos dois museus na minha opinião merecem ser visitados em Lima: o famoso Museo Rafael Larco Herrera e o Museo Nacional de Arqueología, Antropología e Historia del Perú. Ambos ficam fora do centro (e mais ainda de Miraflores), mas compensa o esforço para chegar lá. Estes dois museus ficam relativamente próximos e, para facilitar o trajeto à pé, tiveram a idéia de pintar uma faixa azul pelo chão – é só segui-la a partir de um museu para chegar no outro.

O Museu Larco é privado e exibe a coleção que a pessoa que lhe deu o nome amealhou durante a vida. Fica em um prédio colonial completamente florido, além de possuir um restaurante anexo, de primeira! A coleção de cerâmicas pré-colombianas é interessante, mas não extensa e a sala preferida dos turistas é a das peças eróticas, tema a respeito do qual os povos originários do Peru não tinham maiores pudores em representar. Nesta sala há inclusive cerâmicas representando doenças venéreas.

Coincidentemente, no Museu Nacional também estava uma exposição temporária com o tema das doenças na América antes da chegada dos espanhóis. Ao contrário do que se costuma erroneamente pensar, os índios não viviam em um éden livres de doenças ou guerras até a vinda dos espanhóis. Enfermidades como tuberculose, sífilis, tifo, gripe, etc., atacavam os povos pré-hispânicos tanto quanto ou mais que na Europa – e eles guerreavam entre si na mesma proporção… Esta múmia é de uma pessoa que morreu com tuberculose (sabe-se pela deformação que a doença causa na coluna cervical). Abaixo, representações de enfermo de sífilis e com lábio leporino:

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O Museu Nacional tem uma abordagem cronológica que permite percorrer a história do Peru desde os primórdios, passando pelas muitas civilizações que ocuparam o país – embora não haja nada sobre Caral, pois a descoberta ainda é muito recente. Há um setor só sobre os povos amazônicos (bioma que o Peru compartilha com o Brasil), com tamanha riqueza de detalhes sobre os povos que habitaram (e habitam) a Amazônia como eu nunca tinha visto antes.

Obviamente fala-se muito sobre os inca e sobre o período colonial – quando era um vice-reinado. O Peru era uma das joias mais valiosas do império espanhol na América e a Espanha batalhou muito para não perdê-la, o que acabou acontecendo de forma consolidada apenas em 1824, com as decisivas campanhas de San Martín e Simón Bolívar.

Após a independência, o Peru seguiu o padrão latino-americano de implantação de uma elite criolla (descentendes de espanhóis) com submissão da população de origem indígena, mas não se deve esquecer da intensa miscigenação que começou a ocorrer desde o início da colonização. Salvo exceções muito isoladas, a regra é que os peruanos sejam mestiços com herança genética tanto andina quanto européia, de forma que o discurso “indigenista” (tão em voga na Bolívia com Evo Morales) é demagógico e anacrônico.

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Atahualpa, o Inca (“inca” a rigor é a palavra que designa o “Imperador Inca”, expressão esta, que, assim, é redundante) que foi morto por ordem do conquistador espanhol Francisco Pizarro:

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O Museu conta a história do Peru até o século XX, mas não enfrenta temas delicados como a organização criminosa Sendero Luminoso que assolou o país com sequestros, atentados e crimes de todo tipo na tentativa de implantar um regime comunista entre as décadas de 1960 e 1990. O Sendero Luminoso foi finalmente vencido apenas durante o regime autoritário de direita de Alberto Fujimori, que também conseguiu estabilizar a economia peruana – o Peru, cuja economia era caótica, até hoje tem uma das menores inflações da América do Sul e cresce a taxas maiores que seus vizinhos.

O tema do ex-presidente Fujimori também é sensível no Peru. Ele encontra-se preso atualmente (mas em uma prisão especial) e pende de apreciação do atual Presidente Ollanta Humala um pedido de indulto humanitário a seu favor.

Sítio Arqueológico de Pachacámac

Nos arredores de Lima há um grande e importante sítio arqueológico pré-hispânico e pré-incaico (mas também ocupado pelos incas) chamado Pachacámac. Para chegar lá, pode-se tomar uma excursão, negociar com um taxista, ou, o que é perfeitamente possível, ir de ônibus (o ponto fica na Puente Primavera, intersecção entre a Panamericana e a Av. Angamos), viagem que demora uma meia hora e custa 3 soles (R$ 2,30). Pedir para o motorista deixar nas “ruinas” ou “museo”. O ingresso no sítio arqueológico custa 8 soles.

Pachacámac é o nome do deus que durante séculos foi adorado neste lugar, um ponto de peregrinação para povos anteriores aos incas (os lima, os wari e os ychsma), que vinham tanto da costa quanto das montanhas render suas homenagens a esta divindade. “Pachacámac”, em quéchua, significa algo como “Criador do Mundo” ou “Aquele que deu Energia à Terra”. Sua imagem foi descoberta no séc. XX, pois havia sido enterrada pelos espanhóis durante a cristianização da América. A imagem original de Pachacámac hoje está lá exposta:

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A passagem dos vários povos por este sítio é notável pelas diferentes formas de construção. Os primeiros, que foram os lima, iniciaram os trabalhos aqui por volta do ano 200 d.C. Os lima eram notáveis arquitetos e assentavam os tijolos com alguma “folga” entre eles de modo a melhor absorver os impactos sísmicos que são comuns na costa pacífica da América do Sul. Na foto abaixo, há uma amostra disto, mas em Lima o melhor lugar para entrar em contato com a civilização homônima da capital peruana é em Huaca Pucllana, no coração do bairro de Miraflores.

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Depois dos lima vieram, por volta do ano 650 d.C., os wari (ou huari), mas a grande expansão veio com os ichma (variantes: ychsma, ishma ou yshma), povo que erigiu as pirâmides de adobe com rampas e que se estabeleceu aqui por volta dos anos 1100. Os ishma foram dominados quando da avassaladora expansão do Império Inca, que chegou a Pachacámac em 1450. 

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Os monumentos melhor conservados aqui (até por serem mais recentes) são os incaicos. Além disto, os inca, que vieram da cordilheira, sabiam (e como!) lidar com a pedra, obviamente mais resistentes que o adobe – algo a que os povos do litoral não estavam habituados. O litoral do Peru é quase todo desértico, com chuvas muito raras e, portanto, bastava a quem morava na costa usar a argila, ao contrário da Cordilheira, onde chove muito.

Os inca tinham uma típica postura imperial: ao dominar novos povos, não destruíam o culto aos deuses locais, mas admitiam as divindades em seu panteão, reputando-as como “subdeuses”. Com os inca, foram construídos em Pachacámac o templo ao todo-poderoso deus Inti (Sol) e também uma “aqllawasi”, a casa das “aqllas”, as virgens que viviam em permanente adoração a Inti, algo similar às “vestais” da Antiga Roma.

Aliás, quanto mais eu entro em contato com a civilização inca, mais eu me espanto com as semelhanças entre eles e os romanos: ambos os povos foram exímios conquistadores, dominaram vastas porções de terra com método imperial, incorporando os povos dominados, mas mantendo o culto local e um grau limitado de autonomia local de modo a minimizar o risco de rebeliões. Adoravam um panteão de deuses, mantinham virgens no serviço do culto, implantaram um notável sistema viário, etc.

Este é o Templo do Sol em Pachacámac, bem no alto, como naturalmente deveria ser e com vista tanto para o mar quanto para o vale do Rio Lurín. Notem na terceira foto, ainda vestígios da cor vermelha (a cor do sol para muitos povos), com a qual o templo era pintado:

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A Casa das Virgens só pode se avistar de longe. Sofreu significativos danos com terremotos aqui (um bastante forte em 1997). As janelas trapezoidais não deixam dúvidas de que são construções tipicamente inca. O mesmo estilo pode ser apreciado em Machu Picchu:

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Pachacámac está na Lista de Tentativas do Peru para inscrição como Patrimônio da Humanidade desde 1996. Pelo que me explicou o guia que contratei no local (vale a pena economizar o dinheiro com o transporte, indo de ônibus, e  investi-lo na contratação de um guia exclusivo para percorrer o sítio arqueológico por 1 hora), várias exigências da UNESCO estão sendo paulatinamente atendidas pelo governo peruano para este fim.

O mais provável, porém, é que Pachacámac entre na Lista do Patrimônio Mundial como um dos pontos do Qhapac Ñan – o sistema viário inca, que comentei aqui –, pois aqui foi um ponto importante do Império Inca no litoral. É bem provável que esta inscrição ocorra em 2014.

Culinária Peruana

Um dos pontos altos de qualquer viagem ao Peru é provar a sua espetacular culinária. A cozinha peruana é resultado da fusão de ingredientes pré-hispânicos como a batata, o milho, o porco-da-índia, quinua, carne de alpaca, etc., com o que foi levado pelos espanhóis (o limão, carne de vaca, de galinha, etc.), além de notáveis influências dos imigrantes chineses e japoneses.

O prato símbolo é o ceviche, um preparado de peixe cru (com ou sem mariscos) que são marinados em molho de limão (ou outro cítrico), pimenta e, às vezes, gengibre e coentro. Normalmente acrescenta-se cebola roxa, milho e uma batata doce deliciosa chamada camote. Acompanhado com um pisco sour  (drink com um brandy de uva chamado pisco e mesclado com limão, açúcar e clara de ovos), o ceviche é um prato irresistível e muito saudável.

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Outro prato peruano que eu amo são as papas a la huancaína (receita originária da cidade de Huánuco). São batatas servidas com um molho amarelo feito com queijo, pimenta e leite e servidas com azeitonas e às vezes ovos. Este molho é uma das coisas mais deliciosas já criadas pelo ser humano:

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Desta vez conheci um outro prato chamado causa a la limeña, à base de batatas amarelas amassadas, temperadas com pimenta e limão e recheadas com abacate e frango. O recheio pode variar bastante, o básico é a batata amassada e temperada. É muito bom, especialmente acompanhado com chicha morada, um suco de milho negro com abacaxi, limão e canela.

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Há uma infinidade de outros pratos deliciosos no Peru, como o pato a la chiclayana (típico de Chiclayo), o cuy (o porco-da-índia servido assado e inteiro), ocopa (típico de Arequipa), além dos disseminados tamales (parecidos com as nossas pamonhas mas recheadas com vários ingredientes e carnes), etc. etc.

Já há restaurantes peruanos em São Paulo, que têm em seus cardápios estes pratos, mas a preços muito maiores do que os encontrados no Peru, lugar onde eu considero barato comer. A culinária peruana, na minha opinião, é uma atração turística de per si.

Cidade Sagrada de Caral-Supe–PH n.º 131–2.ª parte

Embora próximo ao vale do Rio Supe, Caral mesmo fica em um local extremamente árido com montanhas impressionantes, um cenário quase que “lunar”:

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A cidade que foi redescoberta tem 66 hectares e possui espaços públicos como as 6 pirâmides e uma praça central, além de uma área residencial, a demonstrar que havia uma organização social hierarquizada e culto religioso já estabelecido. Havia classes sociais, com divisão de trabalho e as classes altas moravam nos prédios públicos mais destacados e as classes baixas nas zonas residenciais da “periferia” de Caral.

As pirâmides chamam muito a atenção. Ao contrário do Egito antigo, onde as pirâmides eram fundamentalmente monumentos funerários, em Caral (e no Peru pré-hispânico de uma maneira geral), as pirâmides eram habitadas pelos estratatos sociais mais elevados, ali realizavam-se ritos e sacrifícios aos deuses. As pirâmides para os primeiros povos da América representavam o poder e também a ligação com os céus, por serem pontos elevados.

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O tempo cobriu completamente de areia estas pirâmides que, antes da escavação, assemelhavam-se a montes. Uma das pirâmides foi deixada apenas parcialmente escavada para que se perceba como elas estavam:

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Os trabalhos de escavação e pesquisa em Caral, de toda forma, estão ainda a todo vapor. Há mais dúvidas e questões pendentes do que respostas ou certezas acerca desta civilização de 5.000 anos de antiguidade.

Por exemplo, não foram encontradas armas em Caral, nem corpos mutilados, nem qualquer indício de que este povo praticasse guerras. Possivelmente, em tão remota área não houvesse necessidade de conflito para ocupação do espaço, mas isto é apenas uma conjectura.

Aliás, praticamente não foram achados corpos neste lugar, que, pela sua aridez, apresentaria condições propícias para a preservação de restos mortais, ainda que só de ossadas. Onde eram enterrados então? Os arqueólogos seguem nas buscas.

Foram encontrados instrumentos musicais como flautas e cornetas feitas com ossos de animais, certamente utilizadas em rituais, juntamente com o fogo – há diversos locais em Caral que indicam a utilização ritualística do fogo.

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Este local da foto acima, chamado “anfiteatro” é melhor compreendido por uma foto aérea (abaixo) e esta estrutura circular muito possivelmente era utilizada para o culto do/com fogo de acordo com a foto que segue:

Amphitheater and City View, Caral, Peru

Caral Archaeological Site

Também foram encontrados quipus em Caral. Os quipus eram cordas nas quais eram feitos nós que  representavam números ou palavras e eram ao que mais próximo da escrita os povos pré-hispânicos da América do Sul chegaram. Incrivelmente, os quipus foram utilizados inclusive pelos inca, até 4.500 anos depois, a indicar que houve uma continuidade ou uma influência da civilização caral em outras civilizações posteriores dos Peru, como os chavín, os nazca, o chimú e os próprios inca (os últimos antes dos espanhóis). Para que tenham uma idéia, fiz uma foto de quipu no Museu Nacional de Arqueologia, Antropologia e História em Lima (é um quipu inca), mas em Cusco há muitos outros e mais elaborados:

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Nada há na América (Norte, Central e Sul) que se compare, em termos cronológicos, com Caral. Apenas 1.500 depois deste povo é que aparece outra civilização no México: os olmecas

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No fundo, o Rio Supe traz algum verde a este vale sequíssimo:

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Aliás, é evidente, o Rio Supe foi fundamental para a existência de Caral. Todas as civilizações nasceram às margens de algum rio (Egito-Nilo; Mesopotâmica-Tigre e Eufrates; Índia-Rio Gângis, etc.). Os habitantes de Caral chegaram a desenvolver tecnologia para o armanezamento de água nos períodos em que este rio secava.

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