Tóquio, Japão–3

A imagem mais recorrente que se tem de Tóquio é a da modernidade da cidade (e não os seus sítios históricos que, como mostrei aqui, também existem).

DSC02182

DSC02184

Todo este show de luzes e neons está na região de Akihabara, justamente onde fiquei hospedado na capital japonesa. A região, no passado, foi o centro do comércio de eletrônicos – ainda o é –, mas com o advento da internet e das compras online a vocação do lugar se diversificou. Apreciadores de mangá (desenhos japoneses) devem enlouquecer por ali.

DSC02081

Um passeio que fiz em Tóquio que eu adorei foi ter ido ao Kabuki-za – o palco, por excelência, do teatro estilo kabuki na capital japonesa. O kabuki é um estilo teatral que se desenvolveu no séc. XVIII e apenas homens podem ser atores, travestindo-se, se necessário, de mulheres para compor personagens femininos. A maquiagem é exagerada e as cores indicam a personalidade que se pode esperar de cada personagem: o vermelho indica a força e a justiça; o azul, o mal; o marrom, o sobrenatural… Os movimentos são altamente estilizados e alternam bruscas movimentações com longos períodos estáticos. Os diálogos têm entonação característica e há “narradores” que ficam ao lado do palco utilizando da mesma entonação. É algo muito diferente! Eu não entendi quase nada da história –  até porque comprei um tíquete para assistir apenas a uma cena de 1h30, os espetáculos podem durar uma manhã e uma tarde inteiras. Mas me diverti muito!

Kabuki-za Theatre 2013 1125.jpg

Foto da internet com típicos atores de kabuki:

Um outro estilo teatral japonês, mais antigo e ainda mais rígido em sua forma é o Nō, que faz largo uso de máscaras, algumas das quais vi no Teatro Nacional de Tóquio, mas lembro mesmo da sensacional exposição de máscaras que vi no Museu de Arte Rubin, em Nova York.

 IMG_2031

IMG_2033

IMG_2036

Tanto o quanto o Kabuki são considerados pela UNESCO como Patrimônio Imaterial da Humanidade.

No bairro de Shinjuku vi por fora, rapidamente, o local onde ocorreram as Olimpíadas de 1964, os primeiros Jogos ocorridos na Ásia. Depois do Rio (2016), as Olimpíadas retornarão ao Japão em 2020.

IMG_2435

Termina aqui o meu relato, em mais de 20 posts, da viagem ao Japão. Ainda devo escrever mais alguma coisa sobre aspectos da cultura japonesa que me chamaram a atenção lá. Agradeço muito à família Saheki por ter me convidado a fazer parte desta viagem que nós planejávamos já há muito tempo. Foi muito rica a experiência justamente por ter estado com eles lá, muito da beleza do Japão, da sua cultura e da sua gente passaria despercebido caso eu estivesse sozinho.

ありがとう!

IMG_2430

Tóquio, Japão–2

Gostei muito de visitar lugares em Tóquio ligadas ao tema Japão Imperial, isto é, alusivos ao período compreendido entre a Era Meiji e o fim da II Guerra Mundial. Para dar uma lógica cronológica a este post começo com o Santuário Xintoísta de Meiji-jingū, a seguir comento sobre o Santuário Xintoísta de Yasukuni-jinja e termino com os Jardins do Palácio Imperial.

Durante o séc. XIX, após a Revolução Meiji e o início da escalada militar japonesa (que levou o país às guerras com a China e a Rússia e, por fim, à II Guerra Mundial) houve, como é natural, um forte discurso nacionalista no Japão, pelo qual passou-se a privilegiar o culto xintoísta (que é autóctone) em detrimento do culto budista, visto como “estrangeiro”. Neste contexto é que se deve compreender o Santuário Xintoísta de Meiji-jingū (jap. (明治神宮), dedicados à veneração do próprio Imperador Meiji (que reinou de 1862 a 1912) e sua esposa Shoken. O Santuário foi construído em 1920 e foi destruído na II Guerra Mundial. O que se vê hoje lá data de 1958, quando da reconstrução. O lugar também é um dos principais locais de concentração para comemoração do Ano Novo.

Abaixo, o símbolo da Casa Imperial Japonesa:

DSC02083

A enorme quantidade de saquê dedicada no santuário:

DSC02085

DSC02088

Não sei se por causa da melhor educação que as crianças japonesas recebem, os grupos de estudantes – que são vistos com frequência em lugares turísticos – incomodam muito menos do que grupos similares no Brasil ou na Europa.

 DSC02086

DSC02099

O outro santuário xintoísta que visitei em Tóquio é muito mais controverso: trata-se do Santuário Xintoísta de Yasukuni-jinja (jap. 靖国神社) , que honra os 2,5 milhões de japoneses mortos durante as guerras em que o Japão se envolveu, notadamente a II Guerra Mundial. O problema é que, dentre tais mortos, há oficiais militares – que também são honrados – e que são considerados, especialmente pela Coreia e pela China, como criminosos de guerra e uma mera visita de um chefe-de-governo japonês a este templo costuma causar convulsão nos outros dois países asiáticos.

DSC02169

DSC02170

Eu achei o lugar lindo e ao lado há um museu cujo tema é justamente as guerras, mas eu cheguei no final da tarde e ele já havia fechado. Foi uma pena. Segundo o Lonely Planet muito da descrição dada neste museu é considerada como excessivamente parcial em favor do Japão (eu fico a imaginar o que seria de se esperar, já que o museu fica no Japão!). Por fora, há imagens de soldados e me chamou a atenção a homenagem que fazem aos cavalos e aos cães que participaram do esforço de guerra. Em que outro país alguém se lembraria de homenagear os animais que, para todos os efeitos, também se esforçaram e deram sua vida em prol do objetivo de guerra?

DSC02173

DSC02174

Há um obelisco no santuário dedicado a Ōmura Masujirō (jap. 大村 益次郎), considerado o “Pai do Moderno Exército Japonês”, foi um líder militar decisivo no processo de transição dos samurai para o moderno exército japonês no Período Meiji. Quem assistiu o filme O Último Samurai (com Tom Cruise) deve lembrar-se deste personagem.

DSC02166

Por fim, após o Período Meiji e após a Guerra vem a consolidação do Japão moderno, com o Imperador exercendo o papel simbólico de Chefe-de-Estado do Japão moderno.

A monarquia japonesa é muito mais, digamos, “reclusa” do que as monarquias europeias. Por isto, nem seria de se esperar que os palácios onde habitam o Imperador e a Imperatriz do Japão fossem abertos ao público. O que sim pode ser visitado são os Jardins do Palácio Imperial, mas não há nada muito marcante ali para se ver. De qualquer forma, é um oásis verde no centro financeiro e comercial de Tóquio.

DSC02159

DSC02160

Tóquio, Japão–1

A capital do Japão é uma efervescente cidade inserida no maior aglomerado humano da Terra: a Região Metropolitana se alastra na costa central da Ilha de Honshu e abriga impressionantes 37 milhões de habitantes (mais que a população do Canadá). Uma boa noção deste gigantismo pode-se ter subindo a Tokyo Sky Tree, a mais alta torre livre de comunicação do mundo, com 634 metros. Há dois pontos de visualização: um a 350 e outro a 450 metros. Eu me satisfiz com o primeiro, que é alto o suficiente para ver a vastidão de Tóquio e, em dias claros – não era um dia claro o dia 15 de outubro de 2015 – chega-se a ver o Monte Fuji.  A Tokyo Sky Tree foi inaugurada em 2012.

DSC02140

É curioso perceber que Tóquio não tem uma grande quantidade de prédios altos (como Nova York ou São Paulo), pois apenas nas últimas décadas foi desenvolvida tecnologia para que torres altas pudessem suportar terremotos.

DSC02118

DSC02119

Nas proximidades da torre (região de Asakusa) está um dos mais importantes templos budistas da capital, Sensō-ji (jap. 浅草寺), dedicado à bosatsu Kannon, sendo muito impressionantes o Portão do Trovão (jap. Kaminari-mon) e a Pagoda de 55 metros de altura. Tóquio foi minha última cidade visitada no Japão e antes de ir a Sensōji tinha ido já a vários outros templos. Mesmo assim, fiquei muito impressionado com este que é o mais antigo templo budista da capital japonesa.

DSC02137

DSC02152

Ser atingido pelo incenso traz, segundo a tradição japonesa, saúde.

DSC02151

Próximo de Asakusa está Ueno, parte de Tóquio que abriga um grande parque e vários dos principais museus da capital (e do país). Fui a Ueno na manhã do dia em que viajaria de volta ao Brasil e tinha dois objetivos:

O primeiro dele, fácil de ser atingido, era visitar ao menos por fora as instalações do Museu Nacional de Arte Ocidental, que foram projetadas por um dos mais importantes e influentes arquitetos do século XX – Le Corbusier – na década de 1950. Este prédio consta da Lista de Tentativas de Patrimônio da Humanidade do Japão e vários outros países também tentam incluir imóveis projetados por Le Corbusier na Lista da UNESCO como Suíça, França e Argentina. Até hoje, todas as tentativas apresentadas ao Comitê do Patrimônio Mundial foram frustradas e eu, sinceramente, nem perceberia este imóvel se ele não tivesse sido apontado pelo Japão como um de seus tesouros modernos.

DSC02252

Muito mais interessantes são as esculturas de Rodin que ficam ao ar livre, inclusive o assombroso Portão do Inferno.

DSC02251

DSC02249

Meu segundo objetivo era visitar, propriamente, o Museu Nacional de Tóquio, que fica ali próximo. O acervo do museu é surpreendentemente restrito – pode-se ver tudo em cerca de duas horas –, mas muito representativo de todas as eras da arte japonesa, inclusive do período pré-histórico Jomon. A galeria Heiseikan, que abriga as antigas esculturas pré-históricas em argila, acabou de ser restaurada e está excelente.

Abaixo, um haniwa, figura humana do período Jomon.

DSC02267

DSC02270

A decepção ficou por conta do fechamento, para reformas, até 2016, da Galeria Hōryū-ji, que guarda dos tesouros que foram retirados do lugar onde se situam os templos de Hōryū-ji (falo sobre eles aqui), na Prefeitura de Nara. Tinha grande expectativa em ver esta galeria, inclusive porque estive em Hōryū-ji, mas, paciência.

Em compensação, a galeria principal, Honkan, é um deleite: estátuas budistas, espadas de samurai, utensílios para a cerimônia do chá, xilogravuras (ukiyo-e), vestimentas típicas, armaduras, caligrafia – nada que seja tipicamente japonês escapa ao Museu. O número de peças em exposição é pequeno, mas penso que pinçaram um pouco do melhor de cada assunto para entreter o visitante sem enjoá-lo com um amontoado de coisas.

DSC02260

DSC02262

DSC02280

DSC02278

DSC02276

DSC02283

Saí do Museu Nacional de Tóquio diretamente para o Aeroporto de Narita (havia deixado minhas malas na Estação de Ueno). Ainda havia uma galeria – Toyokan – de arte dos outros países da Ásia, mas preferi focar apenas nas obras-primas japonesas.

Fujisan, Lugar Sagrado e Fonte de Inspiração Artística–PH n.º 201

Em 2011 eu noticiei no blog que o Japão levaria à consideração da UNESCO a inscrição do Monte Fuji (jap. 富士山, Fujisan) na Lista do Patrimônio Mundial. Deu certo: em 2013 o vulcão sagrado japonês, além de diversos pontos situados em seus arredores, ligados à veneração de Fujisan e à peregrinação que a ele se faz (inclusive para escalá-lo), foram tornados Patrimônio da Humanidade. Quatro anos depois da notícia e dois anos depois da inscrição na Lista da UNESCO, eu fui ao Monte Fuji.

Minha ida ao Monte Fuji foi presenteada com um dia de sol glorioso, o tempo estava claríssimo, praticamente sem nuvens, um azul cristalino realçava o pico e as neves de Fujisan.

No excelente filme Hanami (no Brasil: Cerejeiras em Flor) o personagem Rudi tentou várias vezes ver o Monte Fuji e só depois de muitas tentativas conseguiu vê-lo (coloquei o link da cena no final do post, mas quem quiser ver o filme, deve evitar abrir o vídeo porque é uma das cenas finais). Foi dito no filme que Monte Fuji é tímido e não gosta muito de se mostrar. Comigo, ao menos, Fujisan não estava nada tímido.

Assim foi minha primeira e inesquecível visualização do Monte Fuji, ainda a bordo do trem:

DSC02010

Logo depois cheguei à estação de trem de Kawaguchi-ko, na Prefeitura de Kanagawa, local central para visitação dos chamados 5 lagos (Go-ko) aos pés do Monte Fuji. Aluguei uma bicicleta para circundar o Lago Kawaguchi, o maior deles e a partir do qual há belíssimas vistas. Foi um dia incrível:

DSC02016

São diversos os pontos que integram o Patrimônio da Humanidade do Monte Fuji: os lagos, santuários xintoístas e budistas e até hotéis centenários que abrigavam peregrinos que se dirigiam ao Monte Fuji para subi-lo. É importante compreender que o Monte Fuji foi inscrito na Lista da UNESCO em razão da importância cultural e religiosa que tem para o povo do Japão: isto é, embora seja uma maravilha da Natureza, o Patrimônio da Humanidade é cultural, pois o que torna o Monte Fuji único é a relação especial que os japoneses têm com a maior montanha de seu país (altitude  3.776 metros).

Monte Fuji é um vulcão “solitário”, isto é, não está em uma cadeia de montanhas próximas e isto realça ainda mais sua beleza e sua singularidade. Desde tempos remotos, os japoneses acreditam que seu cume é habitado pelo kami Asama-no-Okami e isto inspirou peregrinações ao lugar. Em razão disto, foram sendo estabelecidos templos budistas e xintoístas na base do vulcão para a preparação espiritual dos peregrinos, alojamentos, etc. e também foram sendo criadas rotas de subida – tudo isto faz parte dos 25 elementos que compõem o PH, acrescendo-se algumas fontes, quedas d’água e esculturas de lava esculpidas pelas erupções (a última ocorreu em 1707).

Visitei dois templos xintoístas na região de Fujisan: um às margens do Lago Kawaguchi, o Santuário de Omuro-sengen e o outro, Fuji Sengen-jinja, na localidade de Fuji-Yoshida. No segundo, dava pra ver até o início da trilha que leva ao topo do Monte Fuji.

DSC02036

DSC02075

O Monte Fuji foi exaustivamente retratado por artistas japoneses e sua imagem é conhecida no Ocidente desde pelo menos o século XIX como “o símbolo do Japão”. São famosíssimas, por exemplo, as xilogravuras  As Trinta-e-Seis Vistas do Monte Fuji de Katsushika Hokusai (na primeira, o Monte Fuji está ao fundo):

Red Fuji southern wind clear morning.jpg

Atualmente, a subida ao Monte Fuji é feita, de forma organizada, apenas nos meses mais quentes de julho e agosto, o que me impediu mesmo de cogitar a subida.

DSC02048

Para ver a cena do filme que mencionei, aqui está o link:

https://www.youtube.com/watch?v=imqoVKiTRfc

Por fim, um comentário importante: embora o Monte Fuji seja sagrado para os japoneses, o san do nome Fujisan nada tem a ver com o pronome de tratamento afixado ao nome das pessoas (さん) mas é, tão-somente, uma das leituras do kanji (a outra leitura mais comum é yama), que significa, justamente, “montanha”. Já vi gente escrevendo que os japoneses  dizem Fujisan para referir-se ao vulcão como Senhor Fuji  mas isto está absolutamente errado. Fujisan significa Montanha Fuji, nada mais.

DSC02056

Kamakura, Japão

Fiquei em dúvida, em dia sem programação prévia no Japão, se visitaria Hiraizumi (Patrimônio da Humanidade) no Norte da Ilha de Honshu, a bordo de um shinkansen, ou se visitaria a Tentativa de Patrimônio da Humanidade de Kamakura (jap. 鎌倉), cidade na região metropolitana de Tóquio. Achei que fazia mais sentido na viagem visitar esta que foi, durante um período, a capital de fato do Japão (Era Kamakura) e duas de suas preciosidades: o Daibutsu de Kamakura e o Santuário Budista de Hase-dera. Além disto, toda e qualquer dúvida a respeito do acerto da decisão se dissipou no exato momento em que entrei nas águas escuras (naturalmente escuras, em razão das areias monazíticas da praia adjacente) do onsen Inamuragasaki para um prazeroso banho de águas termais.

O Daibutsu de Kamakura (jap. 鎌倉大仏) é um dos mais famosos do país e é notavelmente antigo: foi construído em 1252 e um tsunami (Kamakura fica à beira-mar, na Província de Kanagawa) em 1498 destruiu o santuário que o abrigava, de modo que, desde então, o Daibutsu encontra-se ao ar livre. É uma esplêndida estátua de bronze de 13,5 metros de altura que sofreu terremotos, maremotos, tufões e guerras, mas segue lá, com poucas cicatrizes do tempo. Pagando-se alguns poucos ienes é possível entrar dentro da imagem e observar sua estrutura de bronze, atualmente reforçada contra possíveis sismos.

DSC02205

DSC02215

Um lugar incrível em Kamakura é o Templo Budista de Hase-dera (jap. 海光山慈照院長谷寺) que abriga a colossal imagem da bosatsu Kannon (9 metros de altura, em madeira), além de milhares e milhares de imagens de outro bosatsu – também muito popular no Japão – Jizō. Ele é o guardião das crianças, em particular das crianças que morreram antes de seus pais. Na tradição japonesa, Jizō ajuda os frágeis espíritos infantis a atravessarem o Rio Sanzu (jap. 三途の川) para chegarem à outra vida.

 

DSC02188

DSC02194

DSC02200

A imponente Kannon do Templo de Hase-dera:

Há também imagens de outro bosatsu em Hase-dera, que enfeitam uma caverna no interior do templo, Benzaiten, a deusa de tudo o que flui (isto é, água, tempo, palávras, música, etc.).

Em Kamakura tive o único dia chuvoso de toda a viagem ao Japão – notável fato considerando o mês de outubro que é propício inclusive a tufões. Isto limitou um pouco meus movimentos pela cidade de Kamakura e fez com que eu deixasse de visitar vários outros templos. Hase-dera, porém, rendeu-me uma visita tão espetacularmente rica nos vários símbolos do budismo praticado no Japão, que considerei suficiente para o daytrip em Kamakura.

À beira-mar, o prato tem que ser fruto-do-mar, no caso, filhotinhos de peixes crus e cozidos, cujo nome em japonês eu esqueci.

DSC02231

Por fim, as águas negras do onsen Inamuragasaki, com duas piscinas, uma com água mais quente que a outra, perfeitas (friso a palavra) para relaxar em um dia chuvoso.

DSC02232

Kamakura pode ser facilmente alcançada, a partir de Tóquio, pela linha férrea Yokosuka. A viagem, que passa por Yokohama, leva algo em torno de 1 hora. As três atrações que mencionei acima ficam ligeiramente fora do centro de Kamakura e a melhor forma de ir até elas é pela linha de trem Enoden (privada, portanto não serve o JRPass). Recomendo com muita ênfase uma ida a Kamakura.